A justiça condenou a 8 anos de reclusão o policial civil Carlos André Bezerra Portela sob a acusação de ter espancado e torturado Marcelo José de Luna. A decisão foi tomada pelo juiz da comarca de Porto Calvo, José Eduardo Nobre Carlos. O policial também teve o pedido de perda da farda e a interdição para o exercício de qualquer cargo, função ou emprego público, pelo dobro do tempo da pena aplicada.

Conforme informações da assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), “depoimentos da vítima e testemunhas, Carlos André efetuou a prisão de Marcelo no Município de Campestre, o agrediu em frente ao Grupamento da Polícia Militar da cidade e também durante a noite que passou na delegacia de Novo Lino”.

O policial também responde pela acusação de lesão corporal e abuso de autoridade, crimes estes que já prescreveram devido à extensa  temporalidade do ocorrido.

Marcelo fez exame de corpo de delito e o laudo pericial comprovou lesões no olho, no tórax e na região escapular da vítima. Segundo a assessoria do TJ,  o magistrado defende que a prisão foi utilizada para submeter a vítima a sofrimento mental como forma de castigo pessoal.

O juiz destacou ainda a gravidade da conduta, por ofender a dignidade humana da vítima. “Em verdade, a tortura deixa cicatrizes muito mais profundas do que os nossos olhos podem enxergar. São cicatrizes no espírito, na alma. Ainda que qualquer um de nós fizesse um esforço mental hercúleo não conseguiria imaginar o sofrimento que este rapaz passou”, informou a assessoria do TJ.