Arquivo CadaMinuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Sede do Detran

Mesmo com o decreto de ilegalidade da greve do Detran, determinada pela presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Elizabeth Carvalho, desde a última quinta-feira, a categoria ainda permanece em paralisação.

Agora pela manhã, os servidores estarão realizando uma assembleia, em frente a sede do órgão, no bairro do Pontal, em Maceió, onde estarão decidindo pelo fim ou não da paralisação.

Segundo Abílio Gomes, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, o único posto de atendimento do órgão que estava funcionando era o Já, localizado no Shopping Farol. “Devido as ações adotadas pelo Dr. Sapucaia, decidimos radicalizar e todos os postos estão fechados”, diz.

Já sobre a determinação do retorno imediato dos servidores às funções, Gomes afirma que o sindicato ainda não recebeu nenhum comunicado oficial.

A categoria está em greve desde o dia 03 de agosto, completando nesta segunda-feira (31), 28 dias de paralisação, o que vem afetando usuários do sistema e causando um prejuízo diário de aproximadamente R$ 145 mil, de acordo com o diretor-presidente do órgão, Antônio Sapucaia.

A categoria reivindica o reajuste salarial de 27,6%, além da implantação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC), melhores condições de trabalho, capacitação dos servidores e a reabertura da Escola Pública de Trânsito.

Representantes da categoria afirmam que o aumento na folha fica em apenas 0,02%. O número foi comprovado após um estudo feito pela categoria e confirmado por uma comissão criada por Sapucaia.

Com a greve, foram suspensos os atendimentos em todos os postos do Detran.

Cortes de salários

Sapucaia anunciou algumas medidas adotadas pelo órgão para tentar por fim a greve. Uma delas foi o desconto de 15 dias nos salários dos grevistas.

Sapucaia reiterou que as medidas anunciadas teriam o objetivo de preservar a continuidade dos serviços essenciais à segurança do trânsito e ao Decreto Governamental nº. 1.807/09. “Todos têm conhecimento de que só não foi possível o governo do Estado atender às reivindicações salariais porque as despesas com pessoal chegaram ao limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse ele. “Mas é meu dever institucional zelar pela preservação do interesse público e na execução de tarefas impostas pelo Sistema Nacional de Trânsito”.