O que era para ser uma investigação sobre um caso de latrocínio com requintes de crueldade começa a ganhar contornos bem maiores. É isto que a polícia alagoana vem descobrindo a cada nova evidência revelada no caso da morte do estudante Fábio Acioly, que foi raptado na noite do dia 11 deste mês e acabou morrendo no dia 28 após ser torturado e ter 75% de seu corpo queimado por um grupo de criminosos.

A prisão de cinco pessoas e a descoberta que o grupo foi contratado em São Paulo para a realização do 'trabalho', levou a polícia a investigar novas vertentes e no meio destes depoimentos começa a ser desbaratado um esquema que envolve figurões da alta sociedade alagoana em ações de prostituição.

O CadaMinuto ouviu três delegados e um juiz que tiveram informações sobre o caso e todos foram unânimes em dizer que o caso vai estarrecer a sociedade alagoana e que a divulgação de qualquer nome pode atrapalhar as investigações.

Ainda esta semana, o mandante do assassinato de Fábio deve ser preso já que segundo um delegado ouvido pela reportagem não poderiam restar dúvidas sobre a história já que “o suspeito se trata de quem é”.

A cautela e o número de delegados que a polícia vem dispondo para o caso se justifica a cada passo que se dá na direção dos culpados pelo crime. “Sabemos bem que proporções estas investigações podem tomar” explicou o delegado.

O CadaMinuto divulgou que mais duas pessoas devem ser presas nos próximos dias, o que não foi divulgado é se entre os que já foram detidos está a pessoa que agenciou a contratação dos matadores, considerada o elo entre eles e o andante do crime.

Em relação a suposta rede de prostituição que envolve garotos de programas é certo que estas informações serão compartilhdas com o Ministério Público que já teria uma ação em curso sobre o tema.

Entenda o Caso

Fábio Acioli foi raptado na noite do dia 11 deste mês, após sair de uma escola de idiomas na Ponta Verde. O rapaz, que é estudante de arquitetura, foi abordado por dois homens ao parar o veículo Peugeot, de cor prata e placa MUH-6407/AL, que pertencia ao pai da vítima.

Levado para um canavial no Complexo do Benedito Bentes, Fábio chegou a ser torturado e os criminosos jogaram gasolina em seu corpo, atearam fogo e em seguida fugiram no veículo. O carro foi encontrado no dia seguinte, queimado, no bairro de Cruz das Almas.

Para escapar da morte, Fábio conseguiu rolar na lama e apagar as chamas do corpo. O rapaz caminhou até a avenida principal do bairro, onde recebeu a ajuda de populares, que acionaram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Falecimento em Recife

Fábio Acioli faleceu, na última quarta-feira (28), no Hospital Restauração, na cidade de Recife, onde estava internado. A informação foi confirmada por amigos da família. Fábio teve 75% do corpo queimados pelos bandidos. O jovem foi transferido do Hospital da Unimed, em Maceió, para o Hospital, referência para o tratamento de queimados no Nordeste.