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O primeiro réu a ser ouvido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim sobre a brutal morte de Maria de Lourdes de Melo, no conjunto Carminha em 2011 confessou ter atirado na doméstica, mas alegou que participou do crime por estar sofrendo ameaças. O julgamento teve início nesta manhã (23) e deve prosseguir durante todo o dia.

Willians disse que cometeu o crime alegando que Gabinha, um dos participantes da ação, teria o ameaçado de morte junto com toda a sua família caso se recusasse a matar Maria de Lourdes. O réu contou que recebeu de Gabinha um revólver e realizou o disparo contra a dona de casa. “Só cometi o crime porque ele ameaçou matar minha família, pois tinha parado de vender drogas para ele. Só atirei, não decaptei ela”, relatou.

Antes de prestar depoimento, o juiz ouviu o ex-marido de Maria de Lourdes, o pedreiro Adriano José dos Santos, que fez fortes relatos de como foi presenciar a morte de sua companheira e a tensão de viver sob ameaça de morte.

“Quatro pessoas encapuzadas invadiram minha casa durante a madrugada. Um deles era o Willians e o outro o Gabinha. Eles apontaram o revólver para a minha cabeça, mas disseram que queriam ela. Eles a mataram e cortaram sua cabeça. Depois disso, comecei a ser ameaçado”, relembrou.

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O pedreiro contou ainda que Cremilda não estava presenta no dia do crime, mas que ela foi a responsável por retornar à casa e ameaça-lo. “Ela roubou celulares e um forno micro-ondas para vender e comprar drogas”, detalhou.

O promotor do Ministério Público José Antônio Malta Marques disse esperar a condenação dos acusados. “Para este crime, a acusação poderia mostrar apenas os recortes de jornais que, por si, já revelariam a brutalidade do crime. Em 20 anos de profissão, nunca tinha visto tamanha crueldade.”, disse Marques.

A promotoria informou ainda que a expectativa é que os acusados respondam pelo crime de homicídio triplamente qualificado, com a pronúncia dos envolvidos no crime nas penas do artigo 121 do Código Penal Brasileiro, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido.