Foto: Paulo Chancey Junior Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O policial civil Jaysley Leite de Oliveira, acusado pelo homicídio do modelo Eric Ferraz, durante uma festa de réveillon, em 2012, em Viçosa, será levado a júri popular. A decisão ocorreu após o Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negar a ação criminal interposta pela defesa do policial para que ele não fosse levado a júri.

O processo, que teve como relator o desembargador Sebastião Costa Filho, indeferiu  o pedido e teve seu voto seguido por unanimidade pelos demais desembargadores. Em seu pedido de reverter à decisão de levar o caso ao júri popular, a defesa do policial alegou que não existem no processo indícios suficientes de autoria ou de participação de Jaysley.

A defesa apontou que Judarley Leite de Oliveira, autor material do homicídio, confessou o crime e afirmou que Jaysley é inocente. Na ocasião, a revisão processual mencionou ainda a ocorrência de nulidade do processo devido à suspeição do magistrado que pronunciou o réu.

Segundo a defesa, o juiz demonstrou o desejo de optar pela pronúncia durante a instrução processual.  Os familiares do modelo realizaram um ato para pedir justiça e a punição ao responsável pela morte. “O sangue inocente do modelo Eric Ferraz clama por justiça”, dizia uma das faixas colocadas em frente ao Tribunal de Justiça. 

Os pais de Erick Ferraz fizeram um protesto silencioso em frente ao Tribunal de Justiça. Segundo Edglemys Santos, a justiça não informou a família sobre o processo e pediu novamente justiça pela morte do filho. "Ficamos sabendo desse processo através da imprensa. Vim com a minha esposa para mostrar que estamos cobrando justiça. Nada vai trazer nosso filho de volta, mas é uma questão de honra", criticou.

O crime

No dia 01 de janeiro de 2012, Erick Ferraz, que era natural de Marechal Deodoro, estava em uma festa de réveillon com a namorada, quando uma discussão entre ele e os irmãos Jaisley e Judarley Oliveira terminou no assassinato do modelo a tiros.

Na ocasião, testemunhas afirmaram que Judarley teria sido o autor dos disparos, utilizando a pistola do irmão. Ao ser preso, oito meses após o homicídio, Judarley inocentou o irmão, que já estava detido.

O caso gerou polêmica também devido a uma falha do Instituto Médico Legal (IML), que liberou o corpo de Erick para sepultamento sem a retirada das balas. Uma semana após o enterro, a justiça autorizou a exumação do corpo.