Cortesia assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Câmara Criminal do TJ

Depois de seis anos, Samuel Cláudio Antônio da Silva, acusado de assassinar o próprio pai carbonizado, será levado a júri popular. Essa foi a decisão por unanimidade tomada pelos desembargadores integrantes da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

Segundo o relator do processo, desembargador João Luiz Azevedo Lessa, “a comprovação irrefutável é exigida para a condenação perante o Tribunal do Júri, mas não para a sentença de pronúncia, sendo, neste último caso, suficientes a comprovação da materialidade delitiva, além dos indícios de autoria”.

De acordo com a acusação, o motivo teria sido porque o réu tinha pedido R$ 150,00 à vítima e não teve paciência de esperar que Cláudio Antônio conseguisse a quantia. Em seu interrogatório, o acusado afirmou que praticou o crime por causa de sofrimentos durante sua infância causados pela vítima.

Sobre crime

No domingo 13 de dezembro de 2009,  o jovem Samuel da Silva, 27, amarrou o próprio pai, Cláudio Antonio da Silva, 48 , em colchão para depois tocar fogo na casa.

A fumaça que saia da casa chamou a atenção dos vizinhos e fez com que o Corpo de Bombeiros fosse acionado.Claudio Antonio estava amarrado no colchão em chamas e mesmo com queimaduras gravíssimas de 3° grau foi socorrido e levado até a Unidade de Emergência do Agreste, onde veio a falecer.

Claudio, que era aposentado acolheu o filho Samuel, depois que ele foi solto de um presídio em São Paulo, onde cumpria pena por tráfico.