Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Legenda foto: Magistrados deram sugestões para minimizar problemas na área da infância e juventude

Os Juízes Aída Cristina Lins Antunes (28º Vara Cível da Capital), Ney Costa Alcântara de Oliveira (1º Vara Criminal da Capital – Infância e Juventude), Sérgio Roberto Carvalho (1º Vara de Penedo) e Alberto de Almeida (1º Vara de Arapiraca) participaram de uma reunião na Corregedoria-Geral da Justiça nesta sexta-feira (23), com o Corregedor Klever Rêgo Loureiro, o Juiz Auxiliar e presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai), Carlos Cavalcanti e o secretário Hamilton Ramos.

A situação de crianças e adolescentes que se encontram em casas de acolhimento, bem como daqueles que cumprem medidas socioeducativas, além de ações para estimular as adoções em Alagoas foram algumas das pautas da reunião.

Carlos Cavalcanti destacou a necessidade de realizar um trabalho conjunto para minimizar a situação. “Atualmente, há 296 crianças e adolescentes distribuídos nas casas de acolhimento do Estado, sendo que destes, apenas 23 estão aptos para adoção, no entanto, muitos estão atingindo a fase adulta sem ter encontrado uma família”, lembrou.

Para a Juíza Aída Cristina Lins é imprescindível estruturar as Varas da Infância e Juventude. “Existe uma resolução do Conselho Nacional de Justiça que determina que a equipe técnica deve ser composta por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, para realizar os atendimentos, pois a demanda é muito grande”, informou.

Entre as sugestões dos Magistrados estão a qualificação permanente para aqueles que atuam na área da infância e juventude, por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmal) e a padronização dos cursos que devem ser realizados com os adotantes, além da reestruturação da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude – CEIJ.

Segundo o Corregedor, o encontro serviu para traçar um panorama acerca da realidade das crianças e adolescentes do Estado que esperam por um lar. “Conversar com os colegas que atuam nessa área é importante para termos uma perspectiva. Entendo as dificuldades dos Magistrados, mas tem que haver uma tentativa de inserir essas crianças e adolescentes em novos lares. Levarei as sugestões à Presidência do Tribunal de Justiça”, ressaltou.