Foto: Thiago Davino /CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Assembleia Legislativa de Alagoas

Nos últimos dois dias a Assembleia Legislativa de Alagoas foi balançada com as Ações Civis Públicas apresentadas pelo Ministério Público Estadual e que escarnam a falta de repasse de milhões aos cofres públicos e indícios de servidores que recebem acima do teto constitucional. O procurador-chefe do MP, Sérgio Jucá não descarta que novas ações podem atingir a casa nos próximos dias.

Em entrevista à Rádio Gazeta, o chefe do Ministério Público falou sobre a situação do Legislativo estadual e considerou “lamentável” os atos ilícitos cometidos. Ele não descartou que novas ações denunciando mais irregularidades na casa de Tavares Bastos sejam divulgadas. “Falo com pesar da situação da ALE, mas atos ilícitos tem que ser combatidos. Vamos continuar investigando essas mazelas e daremos satisfação ao povo alagoano”, afirmou.

Na segunda-feira (19) o Ministério Público divulgou o ingresso de uma Ação Civil pública onde a Assembleia é acusada de não repassar ao Tesouro Nacional desde 2009 uma quantia calculada em R$ 77 milhões referentes ao Imposto de Renda recolhido dos servidores.  

A segunda Ação versa sobre a falta de transparência da Mesa Diretora, onde há indícios de supersalários praticados por servidores, com valores individuais que ultrapassam os R$ 60 mil mensais, ficando acima do que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a entrevista, Jucá ainda relembrou as investigações sobre as denúncias feitas pelo deputado João Henrique Caldas, o JHC sobre irregularidades na folha de pagamento.

“Desde 2013 estamos investigando as mazelas da ALE, lamentavelmente. Essa investigação vem produzindo uma série de esclarecimentos sobre Leis e práticas contra o nosso povo. O MP vai continuar respeitando todo o cidadão e entidades públicas. È a missão de órgãos que compõem o MP. Nós temos um processo e as investigações apontam a culpa de alguns políticos”, disse.