Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Juiz Wilamo de Omena Lopes

(Atualizada às 16h15)

O juiz Wilamo de Omena Lopes, designado para responder pela Comarca de Paripueira, decidiu na tarde desta quinta-feira (08), pelo relaxamento da prisão do professor de artes marciais Victor Soares, acusado de sequestro e estupro pela enfermeira Samya Moraes.

Victor poderá deixar a Casa de Custódia ainda hoje, mas, deverá cumprir algumas medidas cautelares, a exemplo de não se ausentar da cidade onde reside e não manter contato com a vítima.  

“Existe uma situação que, se você não prova o que está denunciando, está passível de responder criminalmente”, afirmou o magistrado, acrescentando que o professor pode passar de réu a vítima se ficar provado que as acusações contra ele são falsas.

Willamo acrescentou que Samya deverá ser ouvida novamente nesta sexta-feira (09) pelo delegado Rangel Athayde, da Delegacia de Paripueira, para a conclusão do inquérito. 

Reviravolta

Em entrevista ao CadaMinuto, o magistrado, que é titular da Comarca de São Luiz do Quitunde, já havia adiantado que o caso teria uma reviravolta. “Isso é a única coisa que posso garantir. Com o que eu tenho em mãos, a coisa não é como estão pintando, não é como está na mídia. Vocês terão uma surpresa”, afirmou no começo da tarde.

A portaria com a designação do juiz foi assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Washington Luiz, e publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta quinta-feira.

Protesto

Nesta manhã, familiares e amigos de Victor realizaram um protesto em frente à Casa de Custódia, onde o professor está preso. A preocupação da família é devido a uma possível transferência do jovem para o Sistema Prisional, por isso, o grupo pediu celeridade nas investigações e questionou o fato de a família de Samya ainda não ter se pronunciado sobre o caso.

Na manhã de ontem (07), familiares e advogados do acusado apresentaram, durante uma entrevista coletiva à imprensa, mensagens de texto que comprovariam o relacionamento amoroso entre Samya e Victor. A defesa alega que existia uma relação entre ambos e que, ao contrário do que a enfermeira disse, os crimes de sequestro, cárcere privado e estupro nunca ocorreram.