Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Posse da nova cúpula do TJ/AL (Foto: Lucas Alcântara)

(Atualizada às 18h15)

Em coletiva à imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (05), o novo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, defendeu a ampla atuação da 17ª Vara Criminal da Capital e voltou a falar na possibilidade da realização de concurso público para ampliar o quadro de servidores e magistrados do Poder Judiciário.

A entrevista ocorreu no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no Jaraguá, antes da solenidade de posse da nova direção do TJ - eleita em setembro de 2014 - que conta ainda com os desembargadores João Luiz Azevedo Lessa e Klever Loureiro, ocupando a vice-presidência e a corregedoria-geral de Justiça, respectivamente.

Frisando não conhecer a redação final do Projeto de Lei (PL) que regulamenta a 17ª Vara aprovado na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o desembargador disse que discorda de mudanças que tenham sido feitas ao projeto original, oriundo do TJ/AL, e que o governador Renan Filho (PMDB) pode vetar as alterações.

Sobre a realização de possíveis concursos públicos, Washington Luiz lembrou que o ex-presidente, desembargador José Carlos Malta Marques, já havia designado uma comissão para avaliar a carência real de servidores no quadro. Em relação aos magistrados, ele afirmou que já estão sendo viabilizados os trâmites para contratação da empresa responsável pelo certame.

O projeto para a criação de um Fórum Civil – transformando o Fórum do Barro Duro somente em criminal – também foi citado durante a coletiva. Segundo o presidente, o Poder Judiciário já está avaliando alguns terrenos nas imediações para que a obra seja realizada nos próximos dois anos.

Questionado sobre o Orçamento do Poder Judiciário para 2015, Washington Luiz disse que foram cortados R$ 27 milhões da proposta de R$ 427 milhões enviada originalmente ao Poder Executivo. “É um valor apertado, levando-se em conta que o orçamento do judiciário alagoano já é um dos menores do Brasil, abaixo apenas de Sergipe e Tocantins, mas usaremos da criatividade e buscaremos experiências exitosas em outros estados para implantar em Alagoas”, afirmou, ao destacar como o TJ agirá diante do corte.
 
Segundo o presidente, a busca de aproximar o Judiciário da população, por meio de ações efetivas, a exemplo da realização de mutirões e de parcerias com o governo do Estado, também será um dos focos de sua gestão.

CNJ e críticas 

Quando questionado sobre as metas estipuladas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o TJ/AL em 2015, o presidente disse que é impossível cumpri-las integralmente: "O CNJ fixa as metas, mas já sabe que é impossível. Quando cumpre 70% já é um achado. Apesar disso, das metas difíceis, o Tribunal de Justiça de Alagoas tem avançado bastante", afirmou, citando a virtualização de todas as comarcas como um dos maiores avanços.
 
Perguntado como se sentia diante de algumas reações negativas provocadas por sua posse, o desembargador disse não enxergar essas reações. “Em Alagoas, as pessoas conhecem quem trabalha, conhecem quem produz. Estou há 16 anos no TJ e, há 14, a produtividade no judiciário de Alagoas foi maior em meu gabinete. A essas pessoas que tentam desvirtuar a realidade dos fatos, eu respondo com trabalho. Quem não trabalha não tem o que falar, o que mostrar"
 

Sobre a nova diretoria

Natural de Piranhas, no Sertão alagoano, Washington Luiz ingressou na Corte de Justiça na vaga destinada ao Ministério Público Estadual (MPE/AL), em fevereiro de 1998. Foi vice-presidente do TJ/AL no biênio 2003-2004, assumindo a presidência nos seis meses finais, em virtude da aposentadoria de Geraldo Tenório Silveira.

Penedense, o desembargador João Luiz Azevedo Lessa se graduou na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), tendo ingressado na magistratura em junho de 1986. Atuou nas comarcas de Major Izidoro, Santana do Ipanema e Arapiraca, sendo promovido para o cargo de desembargador, pelo critério de antiguidade, em agosto de 2013.

Já Klever Rêgo Loureiro nasceu no Recife e se graduou na Faculdade de Direito do Centro Universitário Cesmac, em Maceió. Ingressou na magistratura como titular de Matriz do Camaragibe, em dezembro de 1986. Atuou também em Palmeira dos Índios, São José da Laje e em Maceió. Foi promovido para o Tribunal de Justiça pelo critério de merecimento, em junho de 2012.