Minuto Arapiraca/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Transporte complementar

O desembargador Kléver Rêgo Loureiro deferiu, na última sexta-feira (19), um agravo impetrado pela Cooperativa de Transporte Intermunicipal de Passageiros de Alagoas (Coopervan), para que todos os trabalhadores ligados à cooperativa sejam mantidos em suas respectivas linhas, garantindo a prestação de serviços até o pronunciamento final da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas.

O agravo de instrumento, com pedido de tutela antecipada, foi interposto pela Coopervan contra decisão do juiz da 17ª Vara Cível da Capital Fazenda Pública Estadual, que indeferiu a extensão da concessão de serviço público de transporte de passageiros até que seja concluído o certame licitatório atacado em outras demandas judiciais.

Em sua decisão, Kléver Loureiro reconhece irregularidades denunciadas pelos transportadores. “Diante das irregularidades percebidas no certame, tais como: o descumprimento no momento de sua constituição e a concessão do serviço a motorista inabilitado no sistema e que acabou se envolvendo em acidente fatal”, justificou o desembargador.

Em nota enviada à imprensa, o presidente da Coopervan, Marcondes Prudente, afirma que a decisão é um avanço para os transportadores e coloca um fim nos constrangimentos vividos por passageiros e trabalhadores nas rodovias estaduais. “Nenhum veículo ligado à cooperativa poderá ser retido em fiscalizações. Nunca fomos clandestinos, mas éramos tratados como. Além de nós, os passageiros também sofriam com desmandos”, destacou.

Marcondes Prudente destacou também que a decisão do desembargador pode ser tratada como um presente de Natal para os transportadores. “Desde o primeiro momento, sempre depositamos nossa confiança e nossa esperança na Justiça. Além de nós, trabalhadores, nossas famílias também foram beneficiadas pela imparcialidade da nossa Justiça. Essa vitória também é de quem precisa e depende unicamente dos serviços prestados pelos transportadores, a nossa população”, concluiu.

Diversas demandas judiciais impetradas pela Coopervan e outras cooperativas ainda aguardam pronunciamento final ou parcial da Justiça, em suas diversas instâncias, visto que o processo licitatório para o setor ainda não foi legalmente findado devido justamente pelo aguardo desses pronunciamentos.