Reprodução Facebook Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Marcos André de Deus

Está marcada para amanhã (26), às 9h, a audiência de instrução que apura a morte do advogado Marcos André Deus de Félix. A audiência será realizada na Fórum de Marechal Deodoro e serão ouvidas inicialmente as testemunhas de acusação e de defesa. Posteriormente, será a vez dos réus Álvaro Douglas dos Santos, Juarez Tenório da Silva Júnior, Elivaldo Francisco da Silva e Maria Flávia dos Santos, além do casal Janadaris e Sérgio Luiz Sfredo.

A sessão ocorreria no último dia 4, mas foi adiada devido ao não comparecimento do casal ao Fórum da Comarca. Os trabalhos serão conduzidos pelo juiz Leo Denisson, que decidirá se os réus serão ou não levados a júri popular.

Relembro o caso

O crime ocorreu no dia 14 de março deste ano, na praia do Francês, em Marechal Deodoro. O advogado foi atingido por diversos disparos e morreu dias depois no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, no Tabuleiro do Martins.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Janadaris e Sergio Luiz Sfredo seriam os autores intelectuais do crime, encomendando a morte do advogado a Álvaro Douglas dos Santos, Juarez Tenorio da Silva Júnior e Elivaldo Francisco da Silva, através do pagamento de R$ 2 mil. O crime teria sido motivado por desentendimentos entre o casal e a vítima.

A inimizade, que teve início em 2010, teria sido resultado de uma disputa judicial referente à ação de despejo da Pousada Lua Cheia. Na ocasião, Marcos era o advogado dos proprietários do imóvel e Janadaris representava os interesses dos inquilinos, que perderam a causa.

Posteriormente, o casal passou a administrar a Pousada Ecos do Mar e foi morar vizinho à vítima. É relatado que o advogado tornou-se alvo de provocações e perseguições, que afetaram o seu cotidiano.

Maria Flávia dos Santos, camareira da pousada Ecos do Mar, de propriedade do casal indiciado, também é acusada por participação no crime.

Em agosto, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou habeas corpus a Janadaris e Sergio Sfredo, por entender que a tese de negativa de autoria do crime, apresentada pela defesa, não foi comprovada nos autos, sendo a manutenção da prisão dos acusados necessária para a garantia da ordem pública.

Apesar de ter a liberdade negada, os dois foram transferidos para a sede do Corpo de Bombeiros, com base no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, que assegura a instalação dos acusados em “sala de Estado Maior” por também serem advogados.