A Promotoria de Justiça de Pilar instaurou um procedimento investigativo preliminar para saber com quais recursos a “Festa do Bagre” será realizada pela Prefeitura do Município no período de 21 a 23 de novembro. Embora a gestão municipal passe por dificuldades financeiras, foram contratadas diversas atrações musicais para o evento.

 

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) requisitou à gestão municipal que envie, até esta terça-feira (11), documentos como previsões orçamentárias, fontes dos recuros, processos licitatórios, contratos, notas fiscais, notas de empenho e recolhimento de impostos.

“A depender do que seja apresentado, existe a possibilidade de pedir a suspensão judicial da festa caso se detecte alguma irregularidade ou se conclua que o evento não pode ser realizado no atual momento financeiro do Município ”, disse o promotor de Justiça de Pilar, Jorge José Tavares Dória, que destacou os custos com montagem de grandes palcos e apresentação de mais de dez bandas musicais renomadas.

Em 2013, a Justiça atendeu um pedido do MPE/AL e chegou a suspender todas as festividades no Município durante o prazo de 30 dias. Eventos como o Festival do Bagre e a Vaquejada de Pilar foram adiados em virtude da falta de segurança na cidade, além de terem sido organizados numa dimensão menor de evento pela indisponibilidade de recursos.