Ascom - PC/AL Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Edivaldo Salvador está preso desde janeiro deste ano

O taxista Edivaldo Salvador da Silva, acusado de assassinar o comerciante egípcio Hassan Mohamed em janeiro deste ano, teve habeas corpus preventivo negado pelo desembargador integrante da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Mário Casado Ramalho. A decisão está publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta quarta-feira (26).

A defesa de Edivaldo Salvador alega que ele encontra-se na iminência de ser preso novamente, uma vez que teve liminar anteriormente concedida, cassada em julgamento do Pleno do TJ/AL. O advogado assevera, na petição de habeas corpus, que não houve análise por parte dos desembargadores integrantes do Pleno pertinente à competência ou não da 17ª Vara Criminal da Capital – Crime Organizado, para decretar a prisão preventiva do paciente.

Para o relator do processo, desembargador Mário Casado Ramalho, o suposto constrangimento ilegal abordado pela defesa não está configurado, vez que se verifica em decisão do juiz da 2ª Vara Criminal da Capital rejeitando o pedido de prisão preventiva de Edivaldo Salvador. “Quanto à incompetência da 17ª Vara Criminal, esse argumento é matéria ultrapassada, haja visto o declínio de competência para a 2ª Vara Criminal”, explicou o desembargador em sua decisão.

O caso

O taxista Edivaldo Salvador da Silva, 42, "Diva", acusado de matar o artesão egípcio Hassan Mohamed Eldemerbash, 57, foi preso no dia 22 de janeiro deste ano. O crime de latrocínio ocorreu na avenida Álvaro Otacílio, no bairro da Jatiúca.

Edivaldo foi preso em sua residência, no Jardim Petrópolis, após ter sua prisão decretada por juízes da 17ª Vara (Crime Organizado). Ele tinha sido submetido a reconhecimento indireto (por fotografia) por uma testemunha ocular. A testemunha não teve dúvida de que foi ele quem atirou no egípcio para roubar R$ 5 mil, que a vítima havia acabado de sacar da agência Itaú/Jatiúca.