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As inspeções nos presídios alagoanos foram concluídas nesta quinta-feira (9) com a visita ao Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, segundo informou a Câmara de Monitoramento do Programa Brasil Mais Seguro em Alagoas. Nesta última inspeção, o juiz Maurílio Ferraz, auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas, avaliou que o sistema, apesar da carência de vagas, é organizado. Autoridades da Câmara de Monitoramento produzirão relatório para contribuir com o Governo do Estado.

Na vistoria, as autoridades informaram que, ao contrário de outras unidades, nos presídios do agreste não houve reclamações dos detentos sobre alimentação e superlotação. As reivindicações dos reeducandos são referentes à estrutura e do tempo para visitas dos familiares e íntimas. Os que são de Maceió e outras regiões reclamaram de dificuldade de deslocamento dos parentes para as visitas.

O juiz titular da 16ª Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, explica que a unidade do agreste gera custos ao Estado que independem de o presídio estar completamente ocupado ou não, devido ao contrato de terceirização firmado. “Tivemos que preencher com presos de todo o Estado, também para aliviar a situação dos outros presídios”, esclareceu.

O Presídio do Agreste tem 768 vagas comuns e 21 celas especiais para isolamento de presos. Foi inaugurado em 19 de novembro de 2013, após R$ 35 milhões de investimento pelos governos Estadual e Federal. A unidade é administrada pelo Estado e a empresa Reviver, através do modelo de co-gestão prisional.

As inspeções - Os membros da Câmara iniciaram o trabalho no complexo prisional de Maceió, no dia 24 de setembro. O objetivo é produzir um relatório com levantamento da quantidade de pesos e vagas do sistema, além das demais deficiências.

A ação foi determinada por decreto do Governo do Estado, mas é uma demanda da própria Câmara de Monitoramento, que vai comparar os dados coletados pessoalmente com os fornecidos pela administração do sistema.

A Câmara de Monitoramento

A Câmara de Monitoramento do Brasil Mais Seguro em Alagoas é um projeto do Ministério da Justiça, assim como o Programa em si. O órgão examina os dados da violência no Estado e decidem como agir integradamente.

Além do TJ/AL, que coordena, participam do grupo o Ministério Público, Defensoria Pública, Secretaria de Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Força Nacional, Ordem dos Advogados do Brasil e Conselho dos Direitos Humanos.