CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Vereadores de Joaquim Gomes no momento da prisão

Apenas um, dos oito vereadores do município de Joaquim Gomes, confessou, em depoimento aos membros do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e ao promotor do município, Carlos Davi, que é o prefeito afastado Toinho Batista (PSDB) quem entrega o dinheiro a ele em uma das gravações que estão em poder do Ministério Público Estadual (MPE/AL).

A assessoria de Comunicação do MPE disse que o vereador, no entanto, negou que o pagamento fosse fruto de propina. Os poucos que admitiram estar no carro onde foram flagrados, por uma câmera escondida, recebendo dinheiro do ex-secretário de Saúde do Município, negaram o “mensalinho” e disseram que o pagamento se tratava de suborno.

Durante os depoimentos que ocorreram na sede do MPE, os vereadores revelaram aos promotores sobre a motivação para o suposto pagamento do suborno, mas o MPE manterá os detalhes em segredo para não atrapalhar as investigações.

O MPE chegou a oferecer o instrumento da delação premiada, mas não houve confissão, já que os vereadores ouvidos afirmaram que só irão se pronunciar em juízo. Mesmo confrontados com o vídeo na presença dos promotores, parte deles afirmou não se reconhecer nas imagens.

Os promotores irão analisar os elementos de que já dispõem para decidir os rumos da investigação.

O caso

Oito dos onze vereadores de Joaquim Gomes foram presos na tarde de ontem (08), enquanto participavam da sessão ordinária na Câmara Municipal. Eles são acusados de receber dinheiro para integrar a base aliada do prefeito afastado Antônio de Araújo Barros, o Toinho Batista (PSDB).

Os mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital foram cumpridos em desfavor de Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva, Antônio Emanuel de Albuquerque de Moraes Filho (Maninho) e Tereza Cristina Oliveira de Almeida. O ex-secretário de Saúde do município, Ledson da Silva, também foi preso acusado de intermediar o pagamento aos vereadores.