A política econômica do governo federal, quem definiu foi a “gerente da casa”, a presidente Dilma Rousseff. Desde a sua posse a presidente interfere nos rumos da política econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, executor da política presidencial, agora que os resultados negativos se apresentam, sobrou para ele o saldo negativo debitado em sua conta-corrente: o fracasso da economia, o baixíssimo crescimento nos últimos quatro anos e a recessão. 

          “O Guido já me comunicou que ele não tem como ficar no governo em um segundo mandato por razões eminentemente pessoais, que peço que vocês respeitem” − esse foi o teor do comunicado de Dilma Rousseff aos jornalistas.

         O mais longevo ministro da Fazenda do período republicano foi sacrificado. Alguém teria de ser sacrificado, e Guido Mantega está sendo conduzido ao cadafalso. Perdeu o pescoço na guilhotina.

A explicação encontrada pelos estrategistas da campanha e/ou do governo foi a queda nas intenções de votos, a opção do empresariado nacional, que descontente fez opção por Aécio Neves ou Marina Silva, pelo menos parte considerável dele. A indústria atinge índices de crescimentos negativos. E o desemprego começa a ser uma evidência.   

         Sacrificar o ministro da Fazenda é um detalhe sem importância nesse jogo. O inusitado é o Brasil em meio às eleições ter um ministro da Fazenda que não comanda mais a politica econômica.

Dilma Rousseff tenta atabalhoadamente mandar sinais aos investidores, ao mercado e ao empresariado nacional de que vai mudar a política econômica.

De improviso em improviso a recessão se aproxima e passa a ocupar um espaço que o Brasil não lhe oferecia faz muitos anos.

O ministro Guido Mantega é o bode. Para resolver o imbróglio, demite-se o ministro.