Divulgação - PC Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rosineide e Marcos Roberto

O assassinado brutal da garota Maria Eduarda Marques da Silva, 12, encontrada degolada e com todos os dedos da mão direita decepados a facadas dentro do seu quarto, ainda gera revolta na cidade de Dois Riachos, onde o crime ocorreu. As investigações do caso são conduzidas pelo delegado Rosivaldo Vilar, titular da Delegacia Regional de Polícia de Santana do Ipanema e responsável pelo 37º Distrito Policial de Dois Riachos, que afirma não ter dúvida que homicídio foi cometido por uma pessoa da família da vítima.

Vilar disse nesta quarta-feira (19) que o laudo pericial apontou que o criminoso saiu pela porta da frente da residência e utilizou as chaves para entrar no imóvel. Segundo ele, outras linhas de investigações estão sendo conduzidas, inclusive com a participação de uma terceira pessoa, que estaria ligada ao casal Rosineide Rocha Xavier e Marcos Roberto Paulino Lemos, apontados como participantes no crime.

Rosineide e Marcos Roberto ficaram 60 dias presos pelo assassinato de Maria Eduarda, mas foram postos em liberdade no início deste mês, pois a Justiça não acatou o pedido de prisão preventiva dos dois. De acordo com o delegado, a Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias e prorrogou pelo mesmo tempo por entender que os dois tinham envolvimento, mas não encontrou elementos suficientes para decretar a preventiva.

“Quem entrou naquela casa não entrou para roubar. Entrou para assassinar aquela menina. A perícia mostrou que o criminoso não fugiu pelos fundos, mas que ele entrou e saiu pela porta frente utilizando as chaves da casa”, disse Vilar, acrescentando que os depoimentos prestados pelo casal complicaram ainda mais a situação deles perante a Justiça.

  Delegado afirmou que Rosineide e Marcos entraram em diversas contradições, além de tentarem intimidar algumas testemunhas no crime. Para a polícia, a motivação do crime seria o ciúme que Rosineide tinha de Maria Eduarda, que foi adotada pelos seus pais ainda quando era um bebê. A acusada não mantinha um bom relacionamento com a menina, inclusive vivia a hostilizando, situação que havia ficado pior há três anos, quando a acusada se casou e saiu da casa dos pais para residir com seu marido, o Marcos.

Mesmo com a soltura do casal, o delegado garante que as novas diligências serão solicitadas para a Justiça, com o objetivo de chegar o quanto mais rápido aos responsáveis.

O crime

Maria Eduarda foi encontrada morta no dia 11 de dezembro dentro de casa. À época do crime a vítima tinha ficado em casa dormindo e seus pais tinham saído para trabalhar no mercadinho. Eduarda teria ficado dormindo em seu quarto, onde aguardava a chegada da empregada doméstica Cícera Maria Freitas que cuida da residência todos os dias. Mas, quando a trabalhadora chegou, acabou se deparando com a menina morta com várias facadas e os dedos espalhados pelo chão.