Quatro meses após seu lançamento, o Papa Pilha dá demonstrações de que foi aceito pela comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alagoas. No balanço feito semana passa, a Comissão de Tratamento de Resíduos contabilizou 50 quilos de pilhas que foram descartadas nos garrafões distribuídos pelo Campus A.C. Simões.

O material coletado será encaminhado ao Instituto do Meio Ambiente (IMA), para que tenha destinação adequada, e a Ufal continuará com a campanha e seu compromisso com a questão ambiental. Segundo a servidora Valéria Omena, esse foi apenas o processo inicial para que as pessoas se sensibilizem para  praticar ações socialmente adequadas.

Lançado em junho de 2013, o projeto de coleta seletiva de pilhas e baterias na Ufal é uma política adotada pela universidade em relação ao meio ambiente. Trata-se do descarte de pilhas e baterias inservíveis, consideradas resíduos perigosos. “Esses resíduos podem oferecer grande risco ao meio ambiente e à saúde da população, se não forem descartadas corretamente”, reforçou Valéria.

Para implantação do projeto, foram distribuídos garrafões de água, reaproveitados, em diversos locais da universidade. Eles estão identificados com o mascote da campanha, o Papa Pilha (PP).

Metais pesados

Valéria explica que pilhas e baterias, quando descartadas junto com o lixo comum, podem provocar danos ao meio ambiente e representam riscos à saúde pública, pela possibilidade de os metais pesados atingirem o lençol freático e organismo humano por meio da cadeia alimentar. “Esses metais, por serem bio acumulativos, acabam depositando-se em determinados pontos do organismo, vindo a afetar as funções orgânicas”, completou.

Além do mercúrio, outros metais pesados como chumbo, zinco e cádmio podem ser encontrados nas pilhas e baterias, principalmente nas do tipo recarregável. Há estudos que mostram que algumas substâncias podem levar à anemia, a problemas neurológicos e ao desenvolvimento de câncer.