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As provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) realizadas no ano de 2012 tiveram as notas finais divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) nessa segunda-feira (07). A avaliação, com notas de 0 a 5, apontou que cinco cursos no Estado estão abaixo da média exigida, de 3 a 5, e não oferecem um nível aceitável de serviços educacionais.

O curso de jornalismo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foi um dos que não conseguiram atingir a média, conquistando apenas 2 dos 5 pontos; Ciências Contábeis e Direito na mesma instituição ficaram com 3 e 4 pontos respectivamente. Psicologia conquistou notas diferentes; no campus de União dos Palmares a nota foi 3, já o curso de Maceió obteve média 4, mesma atingida pelo curso de Administração em Maceió, o campus de Arapiraca também ficou com 3.

Na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) o curso de Ciências Contábeis foi o que obteve a pior média, com 2 pontos. Assim como a Ufal a avaliação obtida em direito foi 4. O curso de Administração foi avaliado com 3 pontos.

O MEC ainda divulgou que o conceito obtido no Enade será tomado como base na formação do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) que tem data prevista para a divulgação até o final deste mês.

O Conceito Enade - que vai em uma escala com notas até 5 -  é obtido a partir dos resultados do exame aplicado aos estudantes e é um dos indicadores de qualidade da educação superior, que também leva em consideração o corpo docente e infraestrutura da instituição. Em 2012, foram avaliados 7.228 cursos. Para o conceito, no entanto, foram consideradas 6.306 unidades no cálculo, já que uma instituição pode ter mais de um curso na mesma área.

Entre 2009 e 2012, a proporção de cursos com conceito 3 subiu de 37,8% para 43,9%; com conceito 4, de 9,7% para 19%; e com conceito 5, o mais alto, de 1 % para 5,4%. Segundo o Ministério da Educação, as notas a partir de 3 são consideradas satisfatórias. Tanto os cursos das instituições públicas quanto das privadas tiveram avanço no conceito. Nas públicas, os cursos com conceito máximo passaram de 4,3% em 2009, para 17% em 2012. Os cursos com nota 4 passaram de 24,5% para 29,8%. Nas privadas, o índice passou de 0,4% dos cursos com conceito 5 em 2009, para 3,5% em 2012, já os com nota 4 passaram de 7,1% para 17,3%.  

O representante do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Paulo Cardim, diz que a avaliação por si só não reflete a realidade do ensino no país. Segundo ele, não há uma exigência de compromisso do estudante com a avaliação, que pode, por exemplo, deixar as respostas em branco, sem ser punido.

O Enade tem o maior peso na avaliação do curso. O ensino superior, continua Cardim, deve ser avaliado de acordo com a lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) - Lei 10.861/2004 - que inclui vários aspectos e leva em consideração as especificidades de cada instituição. Cada um dos aspectos deve ter o mesmo peso, avalia o representante. 

Com informações da Agência Brasil