A delegada Maria Angelita de Lucena e Melo Souza, da 2ª Delegacia Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Capital (Tabuleiro), proferiu palestra na tarde desta sexta-feira (14), no Curso de Aperfeiçoamento para Magistrados, que está sendo realizado na Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas (Farol).           

Ela apresentou para platéia de 80 magistrados, dados estatísticos da violência doméstica e familiar contra a mulher, em Alagoas, além das dificuldades do primeiro contato com as vítimas deste tipo de crime.

A delegada esclareceu detalhes da parte prática do atendimento policial, explicando os trâmites, desde a chegada da vítima a delegacia até a confecção do inquérito.

Maria Angelita destacou que as dificuldades normalmente começam quando a vítima é informada de que o agressor será processado e ficará preso, conforme determina a Lei Maria da Penha.

Outro fator que pode causar entreve na conclusão do inquérito, declarou a delegada, é o atraso dos laudos – principalmente do IML de Maceió -.

Os magistrados foram informados que a assistência às vítimas de violência doméstica começa na delegacia. Por exemplo, quando a vítima precisa ser encaminhada Casa de Abrigo.
A delegada revelou que os policiais da especializada participam de reuniões semanais de como atender a vítima nos casos previstos na Lei Maria da Penha.

“Minha preocupação foi mostrar para os magistrados como o trabalho é difícil. As dificuldades de se cumprir a Lei, pois quando a vítima chega a Justiça, ela já está atendida”, concluiu a delegada.