A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, aumentou em 1,7% sua previsão para a atual colheita de grãos, graças às boas condições meteorológicas.

A nova previsão eleva dos 135,32 milhões de toneladas projetados em fevereiro para 137,57 milhões de toneladas a expectativa de colheita desta safra.

"O clima e a boa distribuição das chuvas nas regiões produtoras do país nos últimos meses são os principais responsáveis pelo crescimento da atual colheita de grãos", informou a Conab em nota oficial.

De acordo com este órgão, caso se confirmem as projeções, "a colheita agrícola no ciclo 2008-2009 será a segunda maior na história do país", perdendo apenas para o ciclo imediatamente anterior (2007-2008), quando Brasil colheu 144,13 milhões de toneladas.

O milho foi o cultivo que mais determinou o aumento da previsão, passando da expectativa de 50,37 milhões de toneladas para 51,91 milhões de toneladas, em um aumento de 3,06%.

A soja e o arroz, os outros dois grãos mais cultivados pelo Brasil, também terão uma produção superior à prevista em fevereiro.

A produção prevista de soja subiu de 57,63 milhões de toneladas para 58,14 milhões de toneladas, e a de arroz, de 12,52 milhões de toneladas para 12,67 milhões de toneladas.

A soja, da qual o Brasil é o segundo maior produtor e maior exportador mundial, representa mais de um terço da produção nacional de grãos.

As boas condições meteorológicas das últimas semanas devem favorecer especialmente o feijão, cuja produção deve chegar a 3,81 milhões de toneladas, 8,2% a mais do que o calculado em fevereiro.

Os números da Conab coincidem com as projeções para 2009 também divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) para a produção nacional de grãos.

Segundo o IBGE, o Brasil colherá em 2009 uma produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 136,4 milhões de toneladas, 6,5% a menos do que em 2008, maior ciclo da história do país, com 145,9 milhões de toneladas.

De acordo com o IBGE, a área plantada neste ano será de 47,1 milhões de hectares, uma redução de 0,1% em relação à do ano passado.

As áreas destinadas à produção de soja, milho e arroz, os três grãos mais cultivados, ocuparão 81,3% das terras cultivadas.

A área destinada à produção de soja aumentou 1,7% e a de arroz 2,4%, enquanto que a dedicada ao milho diminuiu 4,3%.