O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), decidiram apelar mais uma vez ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para enquadrar o PT.

Em conversas separadas com Lula na terça-feira à noite, pediram a intervenção do presidente para que a bancada petista não apoie qualquer dos 11 recursos da oposição pela reabertura de processos contra o presidente do Senado no Conselho de Ética. Lula garantiu que atuaria junto ao PT.

Renan procurou ainda o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).

Em reunião na noite desta quarta com o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), e com a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC), Sarney reiterou que não aceitaria, em hipótese alguma, ser investigado.

A conversa ocorreu no gabinete da presidência do Senado. Para evitar constrangimentos ao PT, que não esconde a dificuldade em ficar contra a abertura de todas as investigações, Renan e Sarney articulam a nomeação para o Conselho de Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Romero Jucá (PMDB-RR) - este só se houver cessão da vaga pelo PT - para duas das quatro vagas de titulares do Bloco de Apoio ao Governo.

Isso permitiria que os petistas Delcídio Amaral (MS) e Ideli voltassem à suplência.

Outra opção seria a nomeação de Roberto Cavalcante (PRB-PB), caso Crivella não aceite.