Dados do Ministério da Saúde divulgados, na segunda-feira (6), mostram que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) está fazendo o dever de casa no combate à dengue. De acordo com relatório emitido pelo órgão, Alagoas registrou, nas 10 primeiras semanas de 2009, uma queda de 55% nos casos da doença, em comparação com o mesmo período de 2008. Segundo a coordenadora estadual de vigilância epidemiológica, Cleide Moreira, esse percentual é maior ainda.
 
I "Alagoas reduziu em 71% os casos da doença”, afirma a coordenadora. Isso significa dizer que em números absolutos que foram notificados 923 casos nos primeiros 83 dias de 2009, contra 1575 casos no mesmo período do ano passado. Sua informação tem por base o que registra o boletim da última semana epidemiológica cujos dados se referem ao período de 04 de janeiro a 21 de março.  

Para a responsável técnica pela Vigilância e Controle da Dengue, Isolda Lima, esses índices positivos ocorreram graças as capacitações realizadas com os médicos do Estado, com 600 enfermeiros do Programa de Saúde da Família (PSF), os agentes de endemias, que atuam nos 102 municípios do Estado, desenvolvendo ações de combate à Dengue. “Também temos que lembrar a realização do Dia D de Combate à Dengue, promovido no dia 12 de maio do ano passado e as ações pontuais realizadas em municípios alagoanos que fazem limite com outros estados, a exemplo de Maragogi e Delmiro Gouveia”, reconheceu
 
A queda no índice de casos de dengue no Estado deixa evidente que as ações desenvolvidas pela Sesau com o apoio da população têm sido eficazes no combate à doença. Mas o secretário de Estado da Saúde, Herbert Motta, alerta que os alagoanos não devem relaxar quanto às ações que evitam a proliferação. “A população deve, cada vez mais, ficar alerta ao combate sistemático do Aeds Aegypti, mosquito transmissor do vírus causador da doença, principalmente no período das chuvas”, observou.
 
“Realizamos uma série de ações, a exemplo da Força Tarefa Integrada, que contou com a colaboração de 140 instituições, visando combater, de forma implacável, a disseminação do Aeds Aegypti. Para isso, envolvemos a Vigilância Epidemiológica, Promoção à Saúde, Suporte Laboratorial e a Vigilância Ambiental, que atuaram definindo as localidades pontuais onde foram realizadas atividades de recolhimento de lixo em residências, além da organização e distribuição de equipes que eliminaram e trataram os criadouros quimicamente”, ressalta o secretário.  
 
Ele evidencia, ainda, que Alagoas é um estado cujas características climáticas contribuem para a proliferação do mosquito, além de ser um pólo turístico e, por isso, a mobilização da população deve continuar. A preocupação do secretário Herbert Motta se deve ao histórico de anos anteriores, em que, tradicionalmente, no período de janeiro a maio, é registrada a maior incidência de casos da doença, segundo evidenciam os relatórios epidemiológicos da Sesau.