Durante a inauguração de uma usina de biodiesel em Minas Gerais, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, voltou a descartar uma redução no preço da gasolina.

O consumidor já percebeu: faz tempo que o preço na bomba de combustível não cai, apesar da queda na cotação do petróleo. Em junho do ano passado, quando o barril ultrapassou os US$ 145, o preço médio da gasolina no país era de R$ 2,49. Hoje, com o petróleo próximo dos US$ 50, o litro da gasolina custa até um pouco mais, R$ 2,51.

“Só baixou lá para eles, né? Para quem usa combustível, mesmo, não”, diz o mecânico Joaquim Braga.

E se depender apenas do presidente da Petrobras o preço da gasolina não vai cair tão cedo. Ele disse hoje, no interior de Minas Gerais, que uma redução só será possível quando a Petrobras recuperar as perdas que teve nos últimos tempos ao não repassar para o consumidor a alta da cotação do petróleo.

“Nossa política nos últimos seis anos tem sido muito clara, nós não vamos repassar nem as subidas abruptas em curto prazo, nem as quedas abruptas de curto prazo. Vamos manter relacionamento entre o mercado nacional, preço do mercado nacional e o preço internacional de longo prazo”, afirmou Gabrielli.

O presidente da Petrobras, que foi ao norte de Minas acompanhar o presidente Lula na inauguração de uma usina de biodiesel, não mencionou qual seria o déficit de receita que precisaria ser compensado.