A economia brasileira ainda continua em processo de desaceleração, mesmo apresentando crescimento em nova das 14 regiões pesquisadas entre janeiro e fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego-Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem (6).

 

Os números do IBGE revelam o avanço da produção na maioria das regiões pesquisadas, mas que continua o processo de desaceleração iniciado no último trimestre do ano passado em conseqüência crise financeira internacional, segundo a técnica do instituto Denise Cordovil.

 

Os dados mostram, por exemplo, que, enquanto de janeiro para fevereiro houve uma expansão na atividade industrial em nove das 14 regiões pesquisadas, no acumulado do primeiro bimestre há retração nas 14 regiões, dez delas com quedas superiores a dois dígitos.

 

O Espírito Santo apresentou a maior retração, com menos 31,4% na comparação a janeiro e fevereiro do ano passado, seguido de Minas Gerais (-27,6%), Amazonas (-22,0%), Rio Grande do Sul (-20,6%) e São Paulo (-17,7%).

 

“Os números do resultado acumulado no primeiro bimestre do ano [2009] não deixam dúvidas de que a indústria continua desacelerando. Na comparação de janeiro com fevereiro houve uma expansão em nove dos 14 locais pesquisados. Só que estes resultados positivos não anulam os números negativos no final do ano passado”, disse a técnica do IBGE.

 

Para Denise Cordovil, apesar dos resultados positivos, os demais indicadores mostram quedas na maioria das regiões, com resultados menores do que foi observado no último trimestre de 2008, por exemplo.

 

“Quando se compara fevereiro de 2009 com fevereiro de 2008, é possível observar a queda na atividade industrial em 13 dos 14 locais pesquisados e no acumulado do primeiro bimestre do ano os resultados foram negativos e também abaixo do último trimestre do ano passado”, afirmou.

 

As seguidas quedas verificadas na produção industrial na compara mês a mês já levam a resultado acumulado negativo nos últimos 12 meses em vários locais pesquisados. É o caso, por exemplo, de Minas Gerais (-4,4%) que apresenta a maior retração no acumulado dos últimos 12 meses.

 

Também já apresentam resultados negativos os estados de Santa Catarina (-3,9%), Rio Grande do Sul (-2,5%), Rio de Janeiro (1,6%) e a Região Nordeste (-1,8%).