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Na verdade, o juiz de futebol tem problemas que ninguém tem. Ele, para exercer sua profissão, só tem dificuldades. A começar pela extensão do campo em que desenvolve sua atividade. Um campo de futebol tem de 100 a 110 metros de comprimento e uma largura que varia entre sessenta e quatro e setenta e cinco metros. Isso dá uma média de sete mil metros quadrados para o chamado campo de jogo, e que está sob a responsabilidade do árbitro.

Os árbitros são iguais em todo o mundo. Aqui, como em qualquer parte, não há complacência com os árbitros. Não há tolerância, não há o mínimo de compreensão e boa vontade. O que foi um erro, não encontra a menor desculpa. Na maioria das vezes, até o que está certo não é aceito, e é tido como errado. O bom árbitro é aquele que erra menos, que tem mais virtudes do que defeitos.

Os árbitros vivem por conta das simpatias alheias, dependem fundamentalmente da sorte, e só resistem os que possuem realmente qualidades excepcionais.

Para a torcida, todos os árbitros são ladrões. Acreditamos que muitos deles não são santos, mas ninguém pode duvidar da integridade moral da maioria dos árbitros. Todos vivem sob uma pressão constante dos cartolas. Estes sim, são os grandes culpados de toda confusão que é criada dentro do campo. Eles invadem o gramado, xingam o árbitro, fazem confusão, e no final, culpam a arbitragem pelos erros de sua equipe. Quando dirigentes e jogadores não querem, não há árbitro que leve a partida até o seu final.

Seria bom que antes de chamar o árbitro de ladrão, torcedor ou dirigente se colocassem em seu lugar, pois não é fácil ser árbitro de um esporte tão apaixonante como o futebol.