Empresa francesa se associa ao setor sucroenergético de Alagoas para geração de energia

  • carlinhos
  • 06/08/2009 19:42
  • Maceió
Além de produzir açúcar e etanol, as usinas de Alagoas irão consolidar posição no mercado de geração de energia a partir da biomassa (cana-de-açúcar). A possibilidade de expansão do setor ocorre pela parceria oferecida pela empresa francesa Areva que se associou com a empresa brasileira Koblitz.

No início da tarde desta quinta-feira (06), os empresários da Areva/Koblitz estiveram reunidos com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, apresentando o projeto chamado de Eldorado. A empresa francesa, com tradição em fornecer equipamentos e estrutura de usinas térmicas, entra no mercado de geração de energia da biomassa com o bagaço de cana. Os empresários já iniciaram negociação com indústrias sucroalcooleiras da região Nordeste para gerarem mais excedentes de energia.

Através de uma Sociedade de Produção Específico (SPE), ou seja, empresa que nasce com um único propósito, a Areva/Koblitz irá se associar a 10 usinas para a construção de novas unidades geradoras de energia. Até o momento, está confirmado o fechamento de contrato com cinco empresas brasileiras, sendo três de Alagoas, uma de Pernambuco e outra do Espírito Santo, já que o Banco do Nordeste (BNB) considera a região norte deste estado área de atuação da Sudene.  De acordo com o projeto, a empresa Areva/Koblitz terá 40% da sociedade e os 60% serão da indústria sucroalcooleira associada.

Segundo o Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Areva/Koblitz, Marcílio Reinaux Júnior, até o final deste ano, a Areva/Koblitz encerra o processo de negociação com as usinas da região e vai iniciar o funcionamento dessas dez novas unidades até setembro de 2011, pois são necessários dois anos para a construção de uma nova indústria. Ele explica que é necessária a construção de novas unidades, pois a pretensão é utilizar caldeiras e equipamentos de alta tecnologia para maior aproveitamento do bagaço da cana. Quanto ao financiamento, Marcílio Reinaux Júnior explicou que a Areva/Koblitz está em negociação com os bancos brasileiros para os recursos, como Banco do Nordeste e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Outras usinas de Alagoas estão demonstrando interesse em negociar com a Areva/Koblitz”, destacou o empresário.

Na ocasião, o secretário Luiz Otavio Gomes destacou que o Governo de Alagoas desde o início de 2007 orienta os empresários do setor sucroalcooleiro de Alagoas a ampliarem a produção industrial acrescentando a energia como novo produto. O secretário vai além. Para ele as indústrias alagoanas deveriam apostar na energia como produto principal e tornar o açúcar e álcool subprodutos. Ele esclareceu aos empresários que o Estado de Alagoas mantém relacionamento de grande sinergia com as instituições financeiras do país, como BNB e BNDES que já apresentaram linhas de financiamento para a área energética. Ele lembrou que o setor sucroalcooleiro já representou 50% da economia de Alagoas, mas hoje são 25%, já que outros setores apresentam forte crescimento como químico e plástico, metal mecânico e bebidas e alimentos.

Segundo o secretário-adjunto de Minas e Energia da Sedec, Geoberto Espírito Santo, o Conselho Estadual de Política Energética já realizava trabalho intenso na realização de projetos de geração de energia a partir do bagaço da cana como este foi apresentado. Geoberto Espírito Santo também destacou a política energética do governo de Alagoas em outras áreas e entregou aos empresários os Atlas Eólico e Solarimétrico do estado, pois a Areva/Koblitz aposta na geração de energia  renováveis.