Aos 14 anos, três adolescentes do Abrigo, administrado pela Prefeitura de Maceió,  foram inseridos no Programa Jovem Aprendiz, que tem o objetivo de propiciar a inclusão social e profissional,especialmente, importante para jovens órfãos, abrigados,  desenvolvendo habilidades e competências essenciais para o mundo do trabalho.

Que legal!

O Programa Jovem Aprendiz era uma  fonte de remuneração dos três adolescentes, que aos 18 anos são convidados a abandonar o Abrigo,  e esse rico dinheirinho nascido da necessidade de sobrevivência e do esforço pela re-existência,  estava sendo depositado em uma conta-poupança nos nomes dos meninos, mas, tendo um adulto como tutor legal.

De autoria da deputada estadual Jó Pereira, ( 2015-2023), a legislação do Jovem Aprendiz é um conjunto de três leis: Lei 8.269/2020, Lei 8.280/2020 e a Lei 8287/2020 que incentivam contratações desses jovens, fortalecendo as possibilidades de oferta do primeiro emprego.

 Além, da participação no Jovem Aprendiz, ao completar  17 anos, a 28ª Vara Cível da Capital Infância e Juventudes da Comarca em Maceió, solicita que adolescentes sejam cadastrados  no Programa Bolsa Família,  com objetivo de inseri-los, no Programa de Habitação, onde  recebem, mensalmente 320 reais

O cartão da conta-poupança ficava sob os cuidados de um adulto do Abrigo.

Mas, daí, inexplicavelmente, ( tem explicação?,)  a poupança  dos adolescentes que seria a base financeira para construir e sustentar caminhos  foi subtraída, espoliada, o dinheiro sumiu  da conta.

Pluft!

Apesar do Sistema de  Justiça, (Help!)  ter sido acionado, após um ano,  nada aconteceu.

Por que crianças e adolescentes  dos Abrigos de Maceió não causam comoção social?

Talvez, porque sejam na sua grande maioria, pobres, pretos e órfãos.

A vida das crianças e adolescentes dos Abrigos de Maceió, não importa?

Importa?!

Tia, por que 'desapareceram' com o meu dinheiro?- pergunta o adolescente do Abrigo, em Maceió. 

Alguém responde?