Eu imagino que outros personagens encontrarão o mesmo caminho, eles que investem no caos e no ódio para conquistar a simpatia popular.
Parece um contrassenso, mas não é.
A história da Humanidade relata os mais variados casos de líderes carismáticos que investiam – investem -na mesma direção: “Apostem na raiva”, assim disse Hitler, e é replicado por Putin (e outros).
Fato que a filosofia do “cada dia com sua agonia” – e consequente crise – vai provocando um cansaço nas populações do mundo todo.
Fato é que existe, sim, uma insatisfação generalizada com os governos em todo o planeta, mas a forma de atenuá-la não é, seguramente, investindo na separação de famílias, amigos, colegas de trabalho.
Essa gente sabe o que está fazendo – e faz: espalha o ódio, o que não é difícil, para dele se beneficiar.
Há algumas respostas, é verdade, como no Brasil – com o Flávio dos dez dedos - e nos EUA – com o guru dos odiadores apaixonados -, mas outros países vão descartando esses personagens, "os engenheiros do caos”.
Pelo menos por um tempo, a tendência é que eles saiam da cena política.
Voltarão, é verdade, porque a nossa espécie tende a se repetir tediosamente.
Aproveitemos essa entressafra de iracundos para curtirmos um pouco de serenidade.
