Alagoas criou 11.110 vagas com carteira assinada em setembro e registrou o maior crescimento proporcional do emprego formal do Brasil, com alta de 2,47%. O estado também teve o terceiro maior saldo de contratações do país, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em números absolutos, Alagoas ficou atrás apenas de São Paulo, que abriu 19.391 postos, e de Pernambuco, com 13.371. O saldo alagoano resulta de 25.672 admissões e 14.562 desligamentos no mês.
A indústria puxou as contratações no estado, com saldo de 7.980 vagas, cerca de 72% do total. O setor registrou 10.103 admissões e 2.123 demissões.
Todos os demais setores também tiveram resultado positivo. A agropecuária abriu 1.446 postos, seguida pelos serviços, com 1.144, pelo comércio, com 374, e pela construção, com 166.
No ranking de crescimento proporcional, Amapá e Roraima aparecem depois de Alagoas, com altas de 1,35% e 1,23%, respectivamente. Entre as 27 unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo em setembro.
Trabalhadores de 40 a 49 anos lideram saldo
A faixa etária de 40 a 49 anos apresentou o maior saldo de empregos formais em Alagoas: 2.826 vagas, o equivalente a 25,4% dos postos criados no mês.
Na sequência, aparecem os trabalhadores de 18 a 24 anos, com saldo de 2.640 vagas; de 30 a 39 anos, com 2.514; e de 50 a 64 anos, com 1.507.
Brasil criou 121,3 mil vagas em setembro
Em todo o país, foram criados 121.305 empregos com carteira assinada em setembro, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Com isso, o estoque nacional chegou a 48,35 milhões de vínculos ativos.
Entre janeiro e setembro, o saldo foi de 1,24 milhão de postos, uma expansão de 2,65%. Desde janeiro de 2023, o país acumula 5,65 milhões de novos empregos formais.
Diferentemente de Alagoas, onde a indústria liderou a abertura de vagas, o resultado nacional foi puxado pelos serviços, com 81.241 postos. Em seguida, vieram a indústria, com 19.285; o comércio, com 15.697; e a construção civil, com 9.468. A agropecuária foi o único grande setor com saldo negativo, com fechamento de 4.381 vagas.
*Com informações da assessoria