Mário Santana da Silva , acusado de matar a ex-companheira Maria Amanda Farias dos Santos, com mais de 20 facadas, foi condenado à sentença de  46 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado. O júri ocorreu na 9a Vara da Capital, no Forum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, tendo como promotora de Justiça Adilza Freitas.

A denúncia ministerial foi pela condenação por motivo torpe, meio cruel,  mediante dissimulação  e  feminicídio, vítima gestante e na presença de descendentes da vítima.

O crime, confessado por Mário, ocorreu na residência da avó materna do réu, localizada na Rua Lafaiete Pacheco, 447, Ponta da Terra, próximo à Unidade Básica de Saúde Oswaldo Brandão Vilela, em setembro de 2024

Para a promotora de Justiça Adilza Freitas, dar voz às vítimas e se fazer justiça é a maior missão

"O crime de feminicídio é crime de ódio e geralmente executam com requinte de crueldade.  Não  basta matar ,  sentem necessidade de deixar rosto e mamas da vítima  triturados com reiterados golpes. A execução ocorre após a mulher  por fim ao relacionamento.A mulher  deve ficar atenta quando terminar a relação. não confiar ", afirma 

A promotora conclui: "Devemos sempre fazer a pergunta “ele matou porque ela existia ou matou porque ela não quis existir sem ele?".

No dia do crime, o réu , insistentemente, chamou a vitima para ir até a casa de sua avó, onde, após uma discussão desferiu-lhe os golpes.

Amanda Farias era mãe de três filhos, dois deles com o réu, uma menina de dois anos e um menino de nove anos.

*Com Ascom MPAL