Rafael Tenório, ex-presidente do CSA, anunciou, nesta sexta-feira (30), por meio de uma carta à torcida azulina, enviada ao comentarista esportivo Marlon Araújo, da TV Gazeta, que não vai mais assumir a presidência do clube marujo durante os anos de 2026 a 2030. Ele havia sido eleito na terça-feira (27), quando foi aclamado ao cargo máximo da instituição por falta de chapa, sendo a dele a única.
Segundo Rafael, as advogadas foram fundamentais para aconselhá-lo na tomada de decisão, visto que a empresa, a qual ele é proprietário, está passando por um momento de estruturação na governança. Além disso, conversas com os filhos também foram cruciais.
“Assumir a presidência do CSA não é só um gesto de amor. É assumir responsabilidades, e hoje eu respondo também por uma estrutura empresarial de grande porte, num momento delicado de governança e sucessão. Minhas advogadas foram claras: neste momento, assumir o clube não seria prudente.
Depois conversei com meus filhos. Eles me pediram que pensasse nas empresas, nas famílias que dependem delas, e que não tomasse uma decisão movido apenas pela emoção. Ouvi, refleti e entendi que eles têm razão. Não é falta de amor pelo CSA. É reconhecer que a vontade de ajudar não apaga as consequências de assumir o comando”, disse.
Dessa forma, o CSA ainda segue sob o comando de Robson Rodas, que também não vai prosseguir na direção azulina.
Confira a carta na íntegra:
CARTA ABERTA À TORCIDA AZULINA
Querida nação azulina,
Querer voltar, eu queria. Quem me conhece sabe o que o CSA representa na minha vida. Quando fui chamado, a paixão falou mais alto. Aceitei, fui aclamado, dei entrevista e falei dos planos que tinha para o clube. Vi a alegria de muitos torcedores e senti a mesma emoção. Por isso, devo a vocês uma explicação com a mesma clareza com que anunciei meu retorno.
Assumir a presidência do CSA não é só um gesto de amor. É assumir responsabilidades, e hoje eu respondo também por uma estrutura empresarial de grande porte, num momento delicado de governança e sucessão. Minhas advogadas foram claras: neste momento, assumir o clube não seria prudente.
Depois conversei com meus filhos. Eles me pediram que pensasse nas empresas, nas famílias que dependem delas, e que não tomasse uma decisão movido apenas pela emoção. Ouvi, refleti e entendi que eles têm razão. Não é falta de amor pelo CSA. É reconhecer que a vontade de ajudar não apaga as consequências de assumir o comando.
Por isso, retiro meu nome da presidência.
Sei que essa decisão vai frustrar muita gente que comemorou minha volta, e peço desculpas pela expectativa criada. Mas não estou me afastando do CSA. Vou ajudar de outra forma, mais concreta e mais adequada ao meu momento.
Quero liderar a formação de um Conselho de Patrocinadores Masters, reunindo empresários e parceiros comprometidos com o clube. A ideia é garantir apoio financeiro sólido e permanente ao CSA, com transparência, para que o clube tenha estabilidade independentemente de quem esteja na presidência. Serei o primeiro a assumir esse compromisso e buscar uma forma de contribuir.
Desejo que a transição aconteça com organização e que o CSA siga unido. Este é o momento de olhar para frente, e não de nos dividirmos.
A paixão continua a mesma. O caminho é que mudou. Seguirei ao lado do CSA, como sempre estive.
Com o carinho e o respeito de sempre,
Rafael Tenório

*Estagiário sob supervisão da editoria

