O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) realizou auditorias em 23 urnas eletrônicas utilizadas no segundo turno das Eleições Gerais de 2026, no último domingo (25). Os procedimentos verificaram a integridade dos votos e a autenticidade dos sistemas utilizados na votação.
Do total de equipamentos selecionados, 18 passaram pelo Teste de Integridade, dois pelo Teste de Integridade com Biometria e três pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. A seleção ocorreu no sábado (24), durante sorteio público na sede do tribunal.
O Teste de Integridade foi realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no bairro de Jacarecica, em Maceió, das 8h às 17h, mesmo horário da votação oficial. Já o Teste de Integridade com Biometria ocorreu no Centro Universitário de Maceió (Unima/Afya).
Como funcionam as auditorias
O Teste de Integridade, anteriormente conhecido como votação paralela, verifica se os votos registrados nas urnas eletrônicas correspondem aos digitados previamente em cédulas de papel.
Durante o procedimento, os votos são inseridos nos equipamentos selecionados, e os resultados registrados nos Boletins de Urna são comparados com as cédulas para identificar possíveis divergências.
Já no Teste de Integridade com Biometria, eleitoras e eleitores voluntários utilizam a identificação biométrica para habilitar as urnas destinadas à auditoria, após participarem da votação oficial.
As urnas selecionadas para os testes de integridade foram retiradas das seções eleitorais e substituídas por outros equipamentos, sem interromper a votação nos locais de origem.
Autenticidade dos sistemas
Outras três urnas passaram pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, realizado nos próprios locais de votação, antes do início da votação oficial.
O procedimento verifica se os programas instalados nos equipamentos correspondem aos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral. As urnas selecionadas estavam nos municípios de São Luís do Quitunde, Jequiá da Praia e Arapiraca.
Fiscalização
As auditorias foram conduzidas pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) do TRE-AL, presidida pela juíza Luciana Josué Raposo Lima Dias.
Os procedimentos são públicos e permitem o acompanhamento de instituições fiscalizadoras, partidos políticos, federações, representantes de candidaturas e integrantes da sociedade civil. Entre as instituições que acompanharam as atividades estavam o Ministério Público Eleitoral, a OAB e a Controladoria-Geral da União (CGU).
Em Brasília, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também realizou o Teste de Integridade durante o segundo turno. Segundo o tribunal, os 389 votos registrados em cédulas de papel corresponderam aos contabilizados nas duas urnas auditadas, sem divergências.
