O PT cobrou providências do Governo de Alagoas neste domingo (25) após denúncias de eleitores que passaram horas à espera de transporte para votar no interior. As reclamações envolveram a Rodoviária de Maceió e pontos de embarque ao longo dos trajetos. A regulação e a fiscalização do serviço intermunicipal são de responsabilidade da Arsal, agência vinculada ao governo estadual.

Segundo as denúncias, a quantidade insuficiente de veículos dificultou as viagens para Santana do Ipanema, Teotônio Vilela, União dos Palmares, Arapiraca, Penedo e São Miguel dos Campos, entre outros municípios. Para quem precisava sair da capital e chegar à seção eleitoral antes do encerramento da votação, a espera colocou o exercício do voto em risco.

As reclamações mobilizaram o Ministério Público e a Justiça Eleitoral, que cobraram medidas para garantir o deslocamento. A Arsal informou que remanejou veículos entre municípios para reforçar as linhas com maior demanda.

Essa foi a resposta apresentada pela agência. Falta esclarecer se o reforço chegou a tempo e quantos passageiros conseguiram seguir viagem. Os relatos não permitem afirmar quantas pessoas deixaram de votar, mas cobram uma explicação sobre a oferta de transporte em um dia cuja demanda era previsível.

O PT também levou ao TSE denúncias sobre dificuldades de deslocamento em outros estados. Em Alagoas, a cobrança recai sobre o governo estadual: explicar as falhas apontadas, o alcance do remanejamento e se houve atendimento a quem aguardava para pegar a estrada e votar.