Uma prisão em flagrante por transporte clandestino de eleitores, investigações sobre gravação do momento da votação na urna e denúncias de coação trabalhista contra funcionários marcaram a movimentação do segundo turno das Eleições 2026 em Alagoas, neste domingo (25). 

Os episódios integram o balanço consolidado de fiscalização divulgado pelo Ministério Público Eleitoral, que atuou sob a coordenação do procurador regional eleitoral Marcial Coelho e mobilizou 90 promotores em todo o estado.   

No campo das denúncias trabalhistas, o MP Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho (MPT) acionaram a Justiça contra uma rede de supermercados com unidades localizadas no bairro da Ponta Verde, em Maceió. 

A empresa é investigada por impor obstáculos e tentar impedir o comparecimento de colaboradores às urnas. A conduta é tipificada como crime no artigo 297 do Código Eleitoral e motivou o pedido de medida cautelar no âmbito trabalhista para garantir o direito de voto da categoria.   

Nas ações operacionais do interior, uma ocorrência de transporte irregular e não credenciado de votantes em Paripueira resultou na prisão do motorista, conduzido à delegacia para a lavratura do flagrante. 

Paralelamente, em Palmeira dos Índios e Maragogi, as autoridades policiais e eleitorais instauraram procedimentos para apurar o registro e a filmagem de urnas eletrônicas por parte de eleitores no instante do voto. 

Medidas judiciais também foram adotadas contra veículos estacionados com propaganda eleitoral em formato semelhante ao de outdoors nas proximidades de locais de votação.   

Problemas de logística e cumprimento da ordem do STFA fiscalização atuou de forma decisiva no transporte coletivo. 

No Terminal Rodoviário João Paulo II, no bairro do Feitosa, na capital, o MP Eleitoral e a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) intervieram após queixas sobre cobrança indevida de passagens e falta de ônibus intermunicipais. 

No interior, no povoado Vista Alegre, em Campo Alegre, o transporte rural precisou ser regularizado após a presença do promotor eleitoral no local. Em contrapartida, denúncias sobre redução da frota municipal de Maceió não foram confirmadas pelas vistorias.   

O relatório detalhou ainda o cumprimento da liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o encerramento do pleito até as 19h em todo o país. 

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), a maioria esmagadora das seções no estado já havia encerrado as atividades e gerado os boletins de urna às 17h, o que inviabilizou a reabertura técnica do sistema. 

Dessa forma, apenas duas seções no estado funcionaram até o limite das 19h: uma na 50ª Zona Eleitoral, em Ouro Branco, e outra na 53ª Zona Eleitoral, em Joaquim Gomes. Interrupções no fornecimento de energia elétrica em Porto Real do Colégio, Olho d'Água Grande e São Sebastião não afetaram o pleito.