A ativista e militante LGBTQIA+ Paolla Alencar foi assassinada a tiros na noite da última quinta-feira (22) na Rua Tiradentes, nas imediações da Escola Municipal Professora Iolanda Romeiro Lopes, no Centro do município de Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió.
A ocorrência foi atendida inicialmente pela Guarda Municipal, que isolou a cena do crime até a chegada da guarnição motorizada da Rota Lagunar, pertencente ao 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM).
Conforme os levantamentos preliminares, a vítima era natural da cidade vizinha de Coqueiro Seco, onde construiu trajetória na militância e chegou a disputar cargo político como candidata a vereadora.
A polícia informou ainda que a vítima havia morado em Santa Luzia do Norte por alguns meses e retornado à cidade há pouco tempo; segundo informações policiais destacada em relatório, ela seria chefe de uma facção criminosa da região.
O Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT de Alagoas (CECD/LGBT-AL) emitiu uma nota oficial de pesar e repúdio pela morte de Paolla, destacando sua importância nos espaços de representação democrática e manifestando indignação diante do crime.
No comunicado, o órgão cobra das autoridades de segurança pública "uma investigação rigorosa, célere e transparente, com a devida responsabilização dos envolvidos", ressaltando que "a vida de uma pessoa trans merece respeito, proteção e dignidade".
Para os procedimentos de perícia técnica e remoção do corpo, estiveram presentes na cena do homicídio a equipe da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 2 (UALC 2) da Polícia Civil de Alagoas, peritos do Instituto de Criminalística (IC) e funcionários do Instituto Médico Legal (IML).
O caso foi registrado e é investigado pela Polícia Civil para esclarecer a autoria e a motivação do assassinato.
