Integrantes de um grupo de mensagens chamado Motoristas Unidos, criado para compartilhar informações sobre o trabalho com aplicativos de transporte, denunciaram à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) que um homem passou a enviar fotos íntimas, mensagens de cunho sexual e intimidações acompanhadas de imagens de armas após ser expulso do grupo por descumprir as regras.

 

Print mostra mensagens de cunho sexual enviadas por motorista de aplicativo a uma integrante do grupo “Motoristas Unidos"
Print mostra ameaça enviada por motorista de aplicativo a um integrante do grupo, acompanhada de foto de uma arma de fogo

 

Grupo de WhatsApp reúne motoristas de aplicativo do DF para compartilhar informações sobre corridas, trânsito e emergências

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Print mostra mensagens de cunho sexual enviadas por motorista de aplicativo a uma integrante do grupo “Motoristas Unidos"
Print mostra ameaça enviada por motorista de aplicativo a um integrante do grupo, acompanhada de foto de uma arma de fogo
Grupo de WhatsApp reúne motoristas de aplicativo do DF para compartilhar informações sobre corridas, trânsito e emergências

Na quarta-feira (14/10), cinco dias após ser expulso do grupo, o homem começou a procurar os antigos colegas individualmente. As mensagens passaram a ser compartilhadas entre os integrantes, que identificaram outras vítimas.

Uma delas, uma motorista de aplicativo de 41 anos, recebeu mensagens em que era chamada de “safada”, acompanhadas de emojis de fogo. Sem que houvesse qualquer reciprocidade, o homem também enviou fotos nuas e figurinhas de cunho sexual.

 

“Eu me senti assediada, invadida e constrangida, como se eu fosse um lixo. Como uma pessoa que nem me conhece manda esse tipo de mensagem?!”, relatou a motorista, que solicita condição de anonimato.

 

Segundo um dos administradores do grupo, quando alguém dizia que denunciaria o caso à polícia, o suspeito respondia com fotos de armas. Um dos integrantes relatou ter recebido a imagem de uma pistola acompanhada da frase: “Vagabundo, você também vai tomar”.

Um dos administradores do grupo, o motorista de app Marcel Eiras, 51 anos, conta que o desentendimento com o suspeito ocorreu porque o motorista, que já participava da comunidade, descumpriu as regras ao perguntar se alguém sabia criar uma conta falsa na plataforma de corrida para continuar trabalhando após ser bloqueado por dirigir sem cinto de segurança.

 

“Ele perguntou quem sabia fazer conta fake no aplicativo para ele rodar, já que ele tinha sido bloqueado por andar sem cinto de segurança. Explicamos que isso não era correto, e ele não gostou. Tivemos que deletá-lo do grupo”, relatou.

 

O administrador explica que a entrada na comunidade passa por uma seleção, justamente para confirmar que os interessados são motoristas de aplicativo. Os candidatos acessam um link divulgado pelos responsáveis e ficam em uma lista de espera até que surjam vagas. Então, os três administradores analisam os perfis e solicitam informações que comprovem a atividade profissional, como capturas de tela da conta no aplicativo e a avaliação recebida pelos passageiros.