A promotora de Justiça, Karla Padilha, informou neste sábado (17), por meio de um vídeo, que o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) teve ciência, através da imprensa, da ocorrência após o panelaço feito no bairro da Ponta Verde, o qual teve um porteiro conduzido pela Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) para a Central de Flagrantes. 

Karla Padilha disse que na próxima segunda-feira (19) serão adotadas providências, juntamente com a Corregedoria da PM, para saber que tipo de crime ocorreu. Ela também afirmou que houve comunicação da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) sobre o caso. 

Segundo Karla, a Central de Flagrantes será acionada para aferir como foi feita a atuação, para então, determinar o que será feito. 

Em nota oficial, a OAB/AL repudiou o caso e disse que abusos devem ser rigorosamente apurados e, quando comprovados, devidamente responsabilizados. 

Confira a nota na íntegra

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas (OAB/AL), por meio de sua Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, informa que, ao tomar conhecimento do episódio envolvendo a prisão de um porteiro, ocorrida na última sexta-feira, dia 16 de outubro, no bairro da Ponta Verde, em Maceió, durante um panelaço realizado em manifestação política, adotou imediatamente as providências institucionais cabíveis para a apuração dos fatos.

Diante das circunstâncias noticiadas e dos registros audiovisuais divulgados, a Comissão já oficiou a Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas e a Promotoria de Justiça responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público de Alagoas (MPAL), solicitando a imediata apuração dos fatos, com especial atenção à legalidade da abordagem e da condução do trabalhador, bem como à conduta dos policiais militares envolvidos.

A OAB/AL reafirma que a atuação dos agentes de segurança pública deve observar rigorosamente a legalidade, a proporcionalidade e o respeito aos direitos e garantias fundamentais, assegurando tratamento isonômico a todos os cidadãos, independentemente de suas convicções políticas.

A defesa dos direitos humanos exige que eventuais abusos sejam rigorosamente apurados e, quando comprovados, devidamente responsabilizados. A liberdade de expressão e de manifestação constitui garantia fundamental e deve ser respeitada por todos, inclusive pelos agentes do Estado.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos acompanhará o caso e permanecerá vigilante para que os fatos sejam esclarecidos e as providências cabíveis sejam adotadas.

Maceió/AL, 17 de outubro de 2026.

Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas (OAB/AL)

Comissão de Defesa dos Direitos Humanos

 

 

*Estagiário sob supervisão da editoria