As principais lideranças do MDB de Alagoas sentiram as derrotas nas urnas. Passaram dias afastadas das redes sociais.

Renan Filho e Renan Calheiros, vencidos nas disputas pelo governo e pelo Senado, respectivamente, só começaram a retomar timidamente as publicações de apoio a Lula há cerca de um dia.

Paulo Dantas, governador do estado, e Marcelo Victor, presidente da Assembleia e deputado estadual reeleito, demoraram para se  manifestar sobre o resultado da eleição presidencial.

Mas ontem, Paulo Dantas anunciou que se licencia do governo para cuidar da campanha de Lula.

Antes tarde do que nunca, diz um petista. Mas talvez seja tarde. Dia 25 já está bem aí, diz outro.

Esses quatro seriam capazes de mobilizar uma grande estrutura política no segundo turno em apoio ao candidato petista em todas as regiões do estado, reclama um lulista.

De acordo com essa avaliação, apenas as lideranças do PT de Alagoas e sua valente militância foram às ruas no segundo turno tentando reverter o resultado da eleição presidencial.

Enquanto os quatro acusaram o golpe e não retomaram imediatamente a mobilização pública, o senador eleito Arthur Lira reuniu prefeitos para agradecer a votação e pedir apoio a Flávio Bolsonaro.

Se Lula for derrotado, o MDB local poderá sair ainda mais enfraquecido, com consequências para o partido nas eleições municipais de 2028 e nas disputas seguintes.