O estado de Alagoas figura entre as unidades federativas que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento nas últimas seis semanas.
O cenário foi apontado pelo boletim semanal InfoGripe, divulgado na última semana pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O avanço da doença no estado ocorre principalmente entre crianças e adolescentes e está associado à circulação do metapneumovírus.
Em nível nacional, o estudo aponta uma tendência de aumento nos casos de SRAG provocados por rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2, embora as hospitalizações por covid-19 permaneçam em patamares baixos no país.
O levantamento também indica um leve sinal de retomada do crescimento da SRAG na faixa etária de 2 a 14 anos, enquanto os casos decorrentes de vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza B estão em queda, com a influenza Avelando estabilidade e baixa incidência.
Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores da Fiocruz reforçam a importância de que a população prioritária mantenha a vacinação contra a covid-19 em dia. No caso das gestantes, a recomendação é fundamental também para a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
No panorama de mortalidade e incidência analisado nas últimas oito semanas pelo InfoGripe, o impacto da SRAG mantém o perfil típico concentrado nos extremos etários: a incidência é mais elevada em crianças de até 2 anos de idade, enquanto os óbitos afetam predominantemente a população a partir de 65 anos.
