Sempre que um amigo, e até mesmo só conhecido, me diz que pensa em entrar na atividade política, profissionalmente, eu não argumento muito. Digo apenas que você não ingressa nessa seara sozinho – leva toda a sua família.
Agora tenho um argumento a mais: o caso envolvendo o deputado Alfredo Gaspar, acusado falsamente, segundo o MP Federal e até o Supremo Tribunal Federal agora decidiram com base nas investigações feitas pela PF, de ter cometido um crime sexual contra uma menor.
Ora direis: isso não é da atividade política.
E eu vos direi: passou a ser.
E é exatamente isso que está posto: independentemente do que se pense sobre as posições políticas de Gaspar, a acusação pública que lhe fez o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) é sórdida, imperdoável.
É difícil encontrar aliás, uma palavra que defina o que eles fizeram: calúnia, difamação, tudo é muito pouco diante do sofrimento causado à família do parlamentar.
E já aviso: não há argumento que me convença do contrário.
Em entrevista ao CMCAST, recentemente, Gaspar disse que sabia a origem da “informação” ao petista, que teria partido aqui de Alagoas.
Como ele seguramente tem muitos amigos na polícia local, há de ter informações privilegiadas cobre a questão.
Agora, com a decisão do STF, que ele busque a reparação possível.
Repito: possível.
("O que demasia na gente é a força feia do sofrimento, própria, não é a qualidade do sofrente”, Riobaldo de Diadorim.)
