É exatamente assim: o voto espontâneo e de opinião mudou de lado.
Tradicionalmente dos grupos progressistas, ainda que nem sempre de esquerda, agora ele deu uma guinada para a direita e até para a extrema.
Pois bem: na Assembleia Legislativa, o Cabo Bebeto é o herdeiro desse sufrágio, para ele, barato e que lhe chega quase que por gravidade.
Aliás: ele é o deputado estadual mais votado, entre todos, e só tem crescido na preferência do eleitorado com esse perfil.
Aqui merece destaque, também, a nova deputada Teca Nelma, pelo PT. A votação dela, a maior da federação da legenda lulista, foi alimentada principalmente pelo eleitor que foi mobilizado pela própria vontade.
Já para a Câmara Federal, eis que outro policial, este civil, é o maior beneficiário do voto espontâneo, “ideológico”: o Delegado Fábio Costa, que foi para as cabeças na eleição de deputado federal.
Brigou pelas primeiras posições e chegou em segundo, perdendo apenas para Alvinho Lira.
Mas teve, também, um destaque feminino: a combativa advogada Júlia Nunes, uma das maiores surpresas da eleição em Alagoas.
Desconfio que ela vai dar trabalho e cansaço aos machões/valentões da Câmara Federal.
Que assim seja.
