O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) atua, nesta quarta-feira (7), no julgamento de Albino Santos de Lima, apontado pelas investigações como o "serial killer" responsável por uma série de homicídios na capital alagoana. 

O réu senta no banco dos réus no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro do Barro Duro, em Maceió, pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, ocorrido no bairro do Vergel do Lago, na parte baixa da cidade. 

A acusação será conduzida pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, que sustentará a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com os autos do processo, o crime foi praticado nas proximidades da Padaria do Tenório, no conjunto Joaquim Leão. 

A denúncia aponta que o réu executou a mulher por não aceitar a recusa da vítima em reatar o relacionamento afetivo entre ambos. Na ocasião, a vítima foi surpreendida pelas costas e atingida por disparos de arma de fogo, falecendo no local antes de receber atendimento médico.

Albino Santos de Lima está preso desde 2024 e responde a uma série de inquéritos e processos por execuções em série na Região Metropolitana de Maceió. 

Conforme as apurações do Ministério Público, os crimes eram planejados detalhadamente pelo acusado, que mantinha arquivos em dispositivos eletrônicos com fotos das vítimas, dados pessoais e cronogramas para a execução dos homicídios. 

Embora tenha negado as autorias em sessões anteriores do Tribunal do Júri, o réu confessou os crimes em entrevista concedida a um veículo de imprensa nacional em agosto de 2026.

A condenação mais recente do réu ocorreu em 15 de maio de 2026, quando a Justiça o sentenciou a 29 anos e um dia de reclusão pelo assassinato de José Ilso Siqueira Filho, de 24 anos, motivado pelo interesse do acusado na companheira da vítima. 

Somadas as penas de oito julgamentos anteriores, as condenações impostas a Albino Santos ultrapassam a marca de 200 anos de prisão.