De servidores comissionados e terceirizados de várias pastas do Governo de Alagoas, os relatos que chegam ao blog são similares: já foram avisados oficialmente que suas exonerações e demissões estão a caminho (ou já chegaram).

A ordem de cima, segundo eles, é "cortar" com força, o que significa, em algumas pastas, exonerações em massa.

Com o aviso dado, muitas secretarias já estariam em "modo avião", com os exonerados - de fato ou de boca -, em casa.

Faz parte, são cargos comissionados, sabemos.  

Mas há, aqui, um detalhe: praticamente todos esses servidores trabalharam de graça na campanha de Renan Filho ao Governo de Alagoas.

"Trabalhei os três horários, depois de ser convocado para caminhadas, caravanas e panfletagens. Não só não recebi, como até paguei para trabalhar e, dois dias depois da eleição, a demissão foi o que recebi como agradecimento. Foi uma covardia!", contou um terceirizado, que preferiu não se identificar.

Segundo ele, o que todo mundo esperava é que as exonerações só ocorressem em dezembro, ao final da gestão Paulo Dantas, o que daria ao menos um tempo para os trabalhadores se organizarem.

Repito: são cargos sem vínculo empregatício algum, mas, mesmo assim, é triste constatar - sempre e mais uma vez - que a corda só arrebenta do lado mais fraco.