O Ministério Público Eleitoral (MPE) informou que a votação deste domingo (4) transcorreu de forma regular em Alagoas, apesar de ocorrências de propaganda irregular, descarte de santinhos e transporte irregular de eleitores. Segundo o balanço do órgão, nenhuma das situações comprometeu a regularidade do pleito.

A fiscalização mobilizou 90 promotores nas 55 zonas eleitorais do estado, em articulação com a Justiça Eleitoral e a Procuradoria Regional Eleitoral. Os casos identificados foram acompanhados e, quando necessário, encaminhados às autoridades competentes.

Houve apreensão de material de propaganda irregular em Paripueira, Viçosa, Delmiro Gouveia e Jequiá da Praia. Em Maceió, os registros ocorreram nos bairros Farol, Barro Duro e Jacintinho.

Na Ponta Verde e na Jatiúca, o promotor José Carlos Castro encontrou santinhos espalhados nas calçadas dos locais de votação. Ele informou que comunicou a situação à Justiça Eleitoral e à Procuradoria Regional Eleitoral e que pediria apuração à Polícia Federal para identificar os responsáveis.

“Isso carateriza propaganda irregular e também pode ser crime eleitoral”, afirmou.

Em Viçosa, o promotor Gustavo Arns apresentou uma representação à Procuradoria Regional Eleitoral para o encaminhamento do material apreendido e a adoção das medidas cabíveis.

Transporte de eleitores e ocorrências nas seções

Em Barra de Santo Antônio, foi registrado um boletim de ocorrência relacionado a transporte irregular de eleitores. Também houve seções onde a zerésima não estava exposta. A situação foi corrigida após solicitação da promotora Alexandra Buerlen.

Em Branquinha, fiscais partidários que pretendiam ter prioridade para votar foram orientados a aguardar. Conforme o MPE, a função não assegura preferência na fila.

Na Escola Estadual Princesa Isabel, em Maceió, uma eleitora solicitou votar acompanhada do neto, alegando sofrer de ansiedade. Segundo o órgão, o pedido foi analisado conforme as regras eleitorais e não foi autorizado.

Votação na aldeia Wassu Cocal

O balanço também destacou a instalação da primeira seção eleitoral na aldeia Wassu Cocal, em Joaquim Gomes. Segundo o Ministério Público, a medida permitiu que 391 indígenas votassem na própria comunidade, sem precisar se deslocar para outra localidade.

A promotora Andrea Teixeira acompanhou a fiscalização do processo eleitoral na aldeia.