O Ministério Público Eleitoral divulgou, por volta das 13h30 deste domingo (4), mais um balanço das ocorrências registradas durante a votação em Alagoas. Houve casos de propaganda eleitoral irregular, derramamento de material de campanha, transporte irregular de eleitores e entrada de acompanhantes na cabine de votação.
A atuação mobiliza 90 promotores eleitorais distribuídos pelos municípios alagoanos, além de cinco procuradores da República que atuam junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL). A estrutura conta ainda com mais de 20 servidores do Ministério Público Federal (MPF), responsáveis pelo suporte às atividades desenvolvidas durante o pleito.
Ao longo do dia, a atuação envolve tanto a fiscalização de possíveis ilícitos eleitorais quanto a orientação de eleitores, mesários, fiscais e demais pessoas envolvidas no processo de votação. Entre as situações registradas até o momento estão propaganda eleitoral irregular, derramamento de material de campanha, possível transporte irregular de eleitores e ocorrências nos locais de votação que demandaram orientação das equipes.
Propaganda eleitoral irregular – Foram identificadas situações de propaganda irregular no dia da votação, especialmente pelo uso de windflags. Também houve registros de veículos utilizados com efeito semelhante a outdoor e de carros com equipamento de som veiculando jingles de candidatos. Houve apreensão de materiais irregulares em municípios como Paripueira, Viçosa, Delmiro Gouveia, Jequiá da Praia, Pilar, Quebrangulo e Maceió.
Derramamento de material de campanha – Também foram registrados diversos casos do chamado “voo da madrugada”, caracterizado pelo derramamento de santinhos e outros materiais de propaganda nas proximidades dos locais de votação. As ocorrências foram verificadas em diferentes pontos do estado. Em Maceió, houve registros nos bairros de Ponta Verde, Pajuçara, Poço, Santa Amélia, Petrópolis e Santa Lúcia.
Transporte irregular de eleitores – Em Barra de Santo Antônio, foi registrada ocorrência relacionada a possível transporte irregular de eleitor, situação acompanhada pela fiscalização eleitoral.
Entrada de acompanhantes na cabine de votação – A fiscalização também recebeu relatos de situações envolvendo a tentativa de ingresso de crianças ou outros acompanhantes na cabine de votação. A orientação é observar rigorosamente as hipóteses em que o auxílio ao eleitor é permitido, preservando o sigilo e a liberdade do voto.
Em uma escola utilizada como local de votação, uma eleitora solicitou votar acompanhada do neto, alegando sofrer de ansiedade. Diante da negativa da mesa receptora, um familiar contestou a decisão. A situação demandou orientação no próprio local.
