Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) foram eleitos senadores por São Paulo. O resultado foi divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) às 19h30.
Com 90% das urnas apuradas, Derrite tinha 30,69% dos votos (11.963.823 votos) e André do Prado, 29,35% (11.440.297 votos). Já Simone Tebet (PSB) tinha 19,14% (7.461.218 votos) e Marina Silva (Rede), 18.04% (7.031.302 votos).
Desde o início da campanha, a disputa pelas duas cadeiras em jogo foi uma das mais acirradas da eleição paulista e se concentrou em dois grupos políticos.
De um lado, Derrite e Prado contavam com o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Do outro, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), integravam a chapa do presidente Lula (PT) e do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
As pesquisas de intenção de voto refletiram o equilíbrio da disputa. Nos cinco levantamentos da Quaest encomendados pela Globo, Derrite liderou quatro, com índices que variaram de 12% a 25%. A exceção foi a pesquisa divulgada em 8 de setembro, quando Marina apareceu na primeira colocação.
O cenário foi diferente no Datafolha. Nas quatro pesquisas realizadas pelo instituto, Marina liderou três vezes. Derrite apareceu na primeira posição apenas no levantamento divulgado no sábado (3), na véspera da votação.
Ao contrário da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, que teve Tarcísio na liderança com vantagem confortável nas pesquisas durante toda a campanha, a disputa pelas duas cadeiras do Senado permaneceu aberta até os últimos dias.
Enquanto Marina e Tebet buscaram vincular suas candidaturas ao governo federal e ao discurso de reconstrução da base governista no Congresso, Derrite e Prado defenderam a eleição de uma bancada alinhada ao campo conservador e crítica ao governo federal.
