O senador Renan Calheiros (MDB) perdeu a disputa pela reeleição em Alagoas neste domingo (4), encerrando uma sequência de vitórias eleitorais iniciada em 1994. Na atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o emedebista aparecia em terceiro lugar, com 703.329 votos, equivalentes a 22,43% dos válidos para o cargo.

O deputado federal Arthur Lira (PP) liderava a votação, com 908.753 votos (28,98%), seguido da ex-primeira-dama de Maceió Marina JHC (PSDB), que somava 879.091 (28,04%). Os dois conquistaram as vagas ao Senado em disputa pelo estado.

Com 96,01% das seções totalizadas, Renan já não tinha possibilidade matemática de alcançar Marina. A diferença entre os dois era de 175.762 votos, superior aos 118.359 eleitores aptos nas seções ainda não contabilizadas, conforme o painel de resultados do TSE.

Renan buscava o quinto mandato consecutivo e permanecerá no cargo até o encerramento do atual mandato, no início de 2027.

Última derrota havia sido em 1990

Renan não perdia uma eleição desde 1990, quando disputou o Governo de Alagoas e foi derrotado por Geraldo Bulhões no segundo turno. Desde então, concorreu ao Senado em quatro ocasiões e venceu todas.

A primeira vitória para a Casa ocorreu em 1994. Ele assumiu em 1995 e foi reeleito em 2002, 2010 e 2018. Ao concluir o mandato atual, completará 32 anos consecutivos no Senado.

Natural de Murici, Renan também foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso. No Senado, presidiu a Casa em diferentes períodos e esteve entre as principais lideranças do MDB.

Arthur e Marina assumem em 2027

Arthur Lira chega ao Senado depois de quatro mandatos consecutivos como deputado federal. Ele presidiu a Câmara dos Deputados entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2025. Antes da atuação em Brasília, foi vereador em Maceió e deputado estadual.

Marina JHC conquistou seu primeiro cargo eletivo. Esposa do ex-prefeito de Maceió JHC, ela concorreu pelo PSDB e integrou, ao lado de Arthur, a coligação Alagoas Gigante II.

Os dois terão mandatos de oito anos, com posse em fevereiro de 2027. Na eleição para o Senado, cada eleitor pôde escolher dois candidatos diferentes, e as vagas ficam com os dois mais votados, sem segundo turno.