Em uma campanha que busca chegar a todos os eleitores, a acessibilidade também ganhou espaço nas ações de Fátima Canuto, candidata à reeleição para deputada estadual, e Renato Filho, candidato a deputado federal. Os dois passaram a distribuir santinhos com identificação em braile, permitindo que pessoas com deficiência visual tenham acesso aos nomes e números dos candidatos de forma mais autônoma.
A iniciativa chama atenção também por não ser uma exigência específica para os materiais de propaganda de candidaturas proporcionais. Mesmo assim, os candidatos optaram por incluir a identificação em braile nos santinhos como uma forma de ampliar o acesso às informações da campanha e respeitar a autonomia dos eleitores com deficiência visual.
A produção do material contou com a participação de Pedro Pereira, eleitor do Pilar e deficiente visual, que foi responsável por produzir a identificação em braile utilizada nos santinhos. Para ele, garantir essa informação na linguagem de quem não enxerga é uma forma de assegurar que o eleitor possa confirmar sua escolha sem depender de outras pessoas.
“Nós que temos a limitação da visão precisamos dessa informação com a nossa linguagem, o nosso código em braile. É muito importante essa identificação para que a gente tenha certeza do número e do candidato que quer escolher”, explica Pedro.
Ele conta que, em todas as eleições, se dispõe a contribuir para que outros eleitores cegos ou com baixa visão também tenham acesso aos números dos candidatos.
Para Pedro, a presença do braile em diferentes espaços do cotidiano mostra como a acessibilidade pode ser incorporada também ao processo eleitoral. Ele cita como exemplos elevadores, caixas eletrônicos e a própria urna eletrônica, que já conta com recursos voltados às pessoas com deficiência visual.
Em uma reta final de campanha, a iniciativa reforça uma mensagem simples: garantir informação acessível também é uma forma de respeitar o eleitor e sua autonomia para exercer o direito de escolha.

